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O triunfo dramático do Senegal na Copa Africana de Nações

Sob forte chuva e diante de mais de 66 mil torcedores, a partida foi marcada pelo caos

Por Alessandro Giannini Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 jan 2026, 11h15 • Atualizado em 19 jan 2026, 11h37
  • O Estádio Príncipe Moulay Abdellah, em Rabat, foi palco de um dos capítulos mais dramáticos e tumultuados da história recente do futebol africano neste domingo, quando o Senegal sagrou-se bicampeão da Copa Africana de Nações ao vencer o anfitrião Marrocos por 1 a 0, na prorrogação. Sob forte chuva e diante de mais de 66 mil torcedores, a partida foi marcada pelo equilíbrio tático durante o tempo regulamentar, com o goleiro marroquino Bounou realizando defesas cruciais para manter o placar zerado diante da pressão senegalesa. No entanto, o espetáculo esportivo deu lugar ao caos nos acréscimos do segundo tempo, transformando a final em um roteiro de tensão extrema e polêmicas de arbitragem.

    O momento crítico ocorreu já nos descontos, quando, após ter um gol de Ismaïla Sarr anulado por falta, a defesa do Senegal viu o árbitro, com auxílio do VAR, assinalar um pênalti controverso sobre Brahim Díaz, gerando revolta imediata. Em um protesto sem precedentes em uma decisão continental, o técnico senegalês Pape Thiaw ordenou que seus atletas abandonassem o gramado, paralisando a partida por cerca de 20 minutos. O retorno da equipe ao campo só foi possível após a intervenção do capitão Sadio Mané, que liderou os jogadores de volta para a conclusão do jogo. Na cobrança da penalidade que poderia ter dado o título ao Marrocos, o artilheiro do torneio, Brahim Díaz, tentou uma “cavadinha”, mas o goleiro Edouard Mendy defendeu com facilidade, levando a decisão para o tempo extra.

    Rabat, Morocco - January 18: Senegal's Ismaila Sarr very angry with referee Jean-Jacques Ndala decision during the Africa Cup Of Nations Final match between Senegal and Morocco at Prince Moulay Abdellah Stadium on January 18, 2026 in Rabat, Morocco. (Photo by Torbjorn Tande/DeFodi Images/DeFodi via Getty Images)
    Ismaila Sarr, do Senegal, muito irritado com a decisão do árbitro Jean-Jacques Ndala durante a final da Copa Africana de Nações entre Senegal e Marrocos – (Torbjorn Tande/DeFodi Images/DeFodi/Getty Images)

    O castigo para os anfitriões e a redenção senegalesa vieram logo no início da prorrogação, aos 94 minutos, quando o meio-campista Pape Gueye acertou um chute potente de perna esquerda no ângulo, sem chances de defesa, decretando a vitória dos “Leões da Teranga”. O rescaldo da final foi marcado por declarações que misturaram o alívio da vitória e o reconhecimento dos incidentes lamentáveis. Walid Regragui, técnico do Marrocos, expressou a frustração local e a preocupação com a reputação do evento: “Parabéns ao Senegal, embora a imagem que demos ao mundo do futebol africano, com tudo o que aconteceu, seja triste”. Já o herói do título, Pape Gueye, exaltou a resiliência do grupo diante da adversidade: “Demos tudo de nós, não desistimos. Foi uma partida muito difícil… O Senegal é campeão da África, estamos felizes!”. Com o triunfo, o Senegal consolida sua hegemonia no continente, enquanto o Marrocos vê seu jejum de títulos continentais estender-se para meio século.

    (Com AFP)

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