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O estilo natural das sobrancelhas está na moda

A tendência já vinha de antes, mas a quarentena consagrou entre as mulheres a sobrancelha grossa, com pelos fartos e levemente penteados para cima

Por Mariana Rosário Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 ago 2020, 06h00 • Atualizado em 4 jun 2024, 15h47
  • Vem de longe, muito antes das máscaras cirúrgicas em tempos de pandemia, que privilegiam a porção superior da face, o fascínio pelas sobrancelhas. Finíssimas ou grossas, harmoniosas ou não, elas ajudam a contar capítulos decisivos da história da beleza feminina. É o que ocorre neste inesperado 2020. A novidade: adeus a intervenções exageradas nos fios, com retirada total ou parcial da penugem e a aplicação de desenhos falsos com lápis e sombra.

    A dificuldade em visitar salões de beleza e uma bem-vinda e romântica louvação aos benefícios da passagem do tempo no organismo impõem, agora, um estilo, digamos, natural. É o que brota e se espalha pelas redes sociais, e onde mais poderia ser? “As mulheres foram obrigadas a lidar com perfis de beleza originais e gostaram disso”, diz o maquiador Rodrigo Costa, responsável pelo visual de artistas como a apresentadora Sabrina Sato e a atriz Marina Ruy Barbosa.

    Natural, mas nem tanto assim. A rebeldia dos fios é controlada com uma escovinha, semelhante à utilizada para aplicar rímel. A ferramenta é embebida em uma mistura na forma de spray com produtos para fixar maquiagem e sabonetes. A técnica, que leva o nome de soap brow (do inglês, sobrancelha de sabão), ganhou o mundo a partir de rostos belíssimos do showbiz, como o da cantora britânica Dua Lipa e o da atriz americana Madelaine Petsch, da série Riverdale.

    Contudo, como na moda a lei de Lavoisier é quem manda, porque nada se cria e tudo se transforma, o atual movimento bebe do passado. É uma versão do estilo difundido na década de 80, cuja garota-propaganda mais celebrada e estonteante foi a atriz americana Brooke Shields (veja no quadro ao lado). A aparência que dava o tom à época era marcada pela bagunça acima dos olhos, praticamente sem intervenções, símbolo de uma geração de mulheres que começava a incluir peças masculinas no guarda-roupa, sem medo de perder a feminilidade. E a sobrancelha era quase um manifesto estético, como sempre.

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    Nos anos 1920, entre uma Guerra Mundial e outra, quando tudo o que se desejava era brilhar, o raciocínio era o seguinte: quanto mais chamativa a adaptação da sobrancelha, melhor. “As femmes fatales as usavam muito finas, para parecer sensuais. Falava-se que as mulheres eram capazes de seduzir um homem apenas com o olhar ”, diz João Braga, professor de história da moda na Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), de São Paulo.

    O jogo da hora não é mais o da sedução. É o da afirmação, cuja arma mais letal é a simplicidade. Com uma vantagem: a naturalidade autoriza toda mulher a mexer na aparência quando e como quiser. “Mudanças permanentes não são boa ideia porque as sobrancelhas datam em muito pouco tempo”, alerta Braga. O desenho livre, leve e solto, portanto, tem tudo para permanecer — até que outro o desbanque. Vale seguir o comentário de Angelina Jolie: “Estou com uma ruga acima da sobrancelha porque simplesmente não consigo parar de levantá-la e adoro que você saiba”.

    Publicado em VEJA de 12 de agosto de 2020, edição nº 2699

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