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PicPay e BRB são alvos de operação do MP do DF

Em nota, o PicPay afirmou que não reconhece qualquer irregularidade. O BRB não retornou sobre o assunto

Bruno AndradePor Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 jun 2026, 10h40 | Atualizado em 19 jun 2026, 15h32
PicPay e BRB são alvos de operação do MP do DF Priorizar nos meus resultados Google

O Ministério Público do Distrito Federal deflagrou, nesta sexta-feira, 19 de junho, a Operação Juro Zero. O objetivo é investigar um suposto esquema de fraudes na folha de pagamento dos servidores do Distrito Federal.

Entre os investigados, segundo o MP, estão o PicPay, BRB, a Secretaria de Economia do Distrito Federal, o Instituto dos Servidores do DF. Procurado, o PicPay afirmou que não reconhece qualquer irregularidade. O BRB disse que não tem contrato com a PicPay no contexto da operação, veja nesta reportagem.

A operação é coordenada pela Vice-Procuradoria-Geral de Justiça e a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon), em atuação conjunta com o Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), responsável pela investigação.

“Foram cumpridos mandados de busca e apreensão expedidos pelo Conselho Especial do TJDFT. As buscas são cumpridas no Distrito Federal, em Curitiba e em São Paulo, onde fica a sede da PicPay”, diz a nota.

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O MP afirmou que os detalhes da investigação seguem sob sigilo. Segundo o G1, os órgãos fizeram um esquema de descontos indevidos, disfarçados de “taxas”, na folha de pagamento de servidores distritais, a partir de um decreto distrital, de 8 de agosto de 2024, que teve origem na Secretaria de Economia, então chefiada por Ney Ferraz.

O que diz o PicPay?

Em nota enviada a Veja, o PicPay reafirmou seu compromisso com a estrita observância da legislação e da regulamentação aplicáveis aos setores financeiro e de meios de pagamento.

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A companhia não reconhece qualquer irregularidade nas operações mencionadas e rejeita a alegação de cobrança indevida. Seus produtos e serviços são estruturados e ofertados em conformidade com as normas vigentes e submetidos a rigorosos mecanismos de controle e supervisão.

“O valor antecipado era disponibilizado no próprio cartão do cliente, depois de feita a solicitação por ele mesmo no aplicativo, sem intermediários ou associações e sem cobrança nessa modalidade”, diz o PicPay

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A fintech afirma que mantém uma sólida estrutura de governança corporativa, gestão de riscos e compliance, alinhada às melhores práticas de mercado e aos mais elevados padrões regulatórios.

A empresa diz que seguirá colaborando plenamente com as autoridades competentes e está confiante de que quaisquer esclarecimentos necessários confirmarão a regularidade de sua atuação.

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