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PIB desacelera e marca resultado mais fraco desde 2021

Alta de 2,3% no quarto trimestre confirma desaceleração em 2025, apesar do forte desempenho da agropecuária e avanço dos investimentos

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 mar 2026, 09h37 | Atualizado em 3 mar 2026, 09h57
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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta terça-feira (03) que o Produto Interno Bruto (PIB) avançou 2,3% em 2025, registrando o ritmo mais baixo dos últimos cinco anos, considerando o período desde a crise provocada pela pandemia.

Em 2020 a economia recuou mais de 3%, sob o impacto direto das restrições causadas pela Covid-19. Em 2021, sob base baixa de comparação, a economia reagiu e avançou mais de 4%. Nos anos seguintes, o crescimento da economia foi na base dos 3%.

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Em 2025

Na ótica da produção, o desempenho do Valor Adicionado foi sustentado principalmente pela Agropecuária, que apresentou expansão expressiva de 11,7%. O resultado foi impulsionado pelo aumento da produção e pelos ganhos de produtividade no segmento agrícola ao longo de 2025. Já a Indústria teve crescimento mais moderado, de 1,4%, enquanto o setor de Serviços avançou 1,8%, refletindo um cenário de atividade mais contida.

Após a forte retração observada em 2020, a economia brasileira surpreendeu entre 2021 e 2024 com taxas de crescimento superiores ao esperado por analistas. Em 2021, o PIB avançou 4,8%, o melhor desempenho do período recente. Em 2022, o ritmo desacelerou para 3%, seguido por alta de 3,2% em 2023 e 3,4% em 2024. Já em 2025, o crescimento perdeu intensidade, marcando o resultado mais fraco desde o início da recuperação pós-pandemia.

Pela ótica da despesa, a Formação Bruta de Capital Fixo apresentou elevação de 2,9%, movimento associado principalmente ao aumento das importações de bens de capital, à expansão dos investimentos em desenvolvimento de software e ao desempenho positivo da construção civil. Esses fatores compensaram a retração na produção doméstica de bens de capital, contribuindo para sustentar o nível de investimento na economia.

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