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IGP-M perde força e sobe 0,21% na primeira prévia de junho

Conhecido como inflação do aluguel, indicador havia avançado 0,84% em maio e influencia reajustes de contratos em todo o país

Por Ligia Moraes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 jun 2026, 09h39
IGP-M perde força e sobe 0,21% na primeira prévia de junho Priorizar nos meus resultados Google

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), conhecido como a inflação do aluguel, avançou 0,21% na primeira prévia de junho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 11, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado representa desaceleração em relação à mesma leitura de maio, quando o indicador havia registrado alta de 0,27%.

O movimento foi influenciado principalmente pela perda de força dos preços ao produtor. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% da composição do IGP-M, desacelerou de 0,18% para 0,09% entre as duas leituras.

Também houve arrefecimento nos preços ao consumidor. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), responsável por 30% do indicador, passou de alta de 0,41% na primeira prévia de maio para 0,32% em junho.

Na direção oposta, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que tem peso de 10% no cálculo do IGP-M, acelerou de 0,64% para 0,77%.

A prévia reforça a tendência observada no resultado fechado de maio. No mês passado, o IGP-M desacelerou para 0,84%, após ter avançado 2,73% em abril. Segundo o economista Matheus Dias, do FGV IBRE, o arrefecimento foi favorecido pela estabilidade dos preços do petróleo no mercado internacional, o que reduziu as pressões sobre as cadeias produtivas e contribuiu para uma alta menos intensa dos preços ao produtor.

Além de servir como referência para reajustes de contratos de aluguel, o IGP-M também é utilizado em contratos de prestação de serviços e em fórmulas de reajuste de tarifas públicas, como energia elétrica e telefonia.

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