Flávio ‘ainda é o nome’ do mercado financeiro nessas eleições, avalia economista
Especialista diz que o senador é o único ainda capaz de derrotar Lula
A mais recente pesquisa Real Time Big Data reforça um cenário que já vinha sendo observado por analistas políticos e investidores. As pautas de forte apelo popular influenciam a percepção do eleitorado. A pesquisa mostra que 22% dos entrevistados atribuem a Lula a responsabilidade pela proposta do fim da escala 6×1, enquanto o encontro entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump dividiu opiniões: 29% avaliaram a iniciativa de forma positiva, 29% negativa e 42% permaneceram neutros. Para Perfeito, esses números ajudam a explicar por que a eleição segue em aberto. “Vai ser briga, vai ser de novo bastante apertada a eleição. Não imagino uma vitória simples para nenhum dos dois lados”, opinou.
Corrida pelos votos
A corrida presidencial de 2026 segue aberta, mas com vantagem inicial para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em uma simulação de segundo turno, Lula aparece com 45% das intenções de voto, contra 40% do senador Flávio Bolsonaro, resultado que sinaliza uma disputa competitiva e sem favoritos absolutos neste momento. Para o economista-chefe da Garantia Capital, André Perfeito, os números da pesquisa não provocaram reação relevante nos mercados financeiros. “A pesquisa de hoje eu acho que não teve efeito no mercado, aparentemente ainda”, afirmou.
Flávio Bolsonaro fragilizado
Segundo Perfeito, os investidores parecem mais atentos à capacidade dos candidatos de construir alianças e apresentar propostas econômicas consistentes do que às oscilações pontuais dos levantamentos eleitorais. Na avaliação do economista, o principal desafio da direita está na situação política de Flávio Bolsonaro. “Existe uma perspectiva de que o Flávio está muito fragilizado. O mercado já percebeu isso”, disse. O economista observa que episódios recentes e desgastes acumulados vêm enfraquecendo a candidatura do senador, embora ele continue sendo visto como o nome mais provável para representar o campo conservador em uma eventual disputa de segundo turno contra Lula.
Direita irá se unir em torno de uma só candidatura no segundo turno
Mesmo diante desse cenário, Perfeito acredita que a oposição ainda mantém condições de chegar à etapa decisiva da eleição. “Dificilmente o presidente Lula ganha no primeiro turno. Alguém ou algum homem de direita vai passar para o segundo turno e provavelmente vai ser o Flávio Bolsonaro”, afirmou. Para ele, a tendência é que outras lideranças do espectro conservador acabem convergindo em torno de uma candidatura única caso a disputa avance para a fase final.
Falta o nome forte da economia na campanha de Flávio
O economista também chama atenção para a ausência de uma figura capaz de organizar o discurso econômico da oposição. Na comparação com a campanha de Jair Bolsonaro em 2018, quando Paulo Guedes assumiu o papel de formulador das propostas liberais, Perfeito vê uma lacuna importante. “O Flávio não trouxe ninguém ainda que está do lado dele fazendo as conexões, tentando articular um plano de direita ou liberal”, observou. Ele também classificou a recente visita do senador aos Estados Unidos como uma iniciativa de caráter “bastante diversionista”, voltada a deslocar o foco de temas domésticos.






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