Carta ao Leitor: A força empreendedora do Brasil
Entre as maiores empresas em atividade no país, as TOP30 servem de inspiração a quem quer fazer negócios
O Brasil tem 24,2 milhões de empresas ativas. O volume é uma demonstração do espírito empreendedor dos brasileiros. É um país que preza a liberdade de montar negócio próprio e tentar a autonomia financeira, quando não sonhos maiores de inovação e transformação da realidade. O número de envolvidos em empreendimentos deve ser multiplicado, pois costuma haver ao menos dois sócios nas firmas menores e dezenas de milhares de acionistas em grandes companhias de capital aberto. Esta edição especial de VEJA NEGÓCIOS é dedicada a uma fração seleta desse universo: as empresas de melhor desempenho econômico-financeiro no país — as TOP30 — em três dezenas de setores de atividade.
Elas se projetam num grupo maior, o das que tiveram receitas líquidas superiores a 100 milhões de reais em 2024. São 2 079 com esse porte que constam na base de dados da agência de classificação de risco de crédito Austin Rating, que fez a coleta de informações e a classificação das companhias. A Austin desenvolveu uma metodologia para as TOP30 que considera os três últimos balanços anuais para ter mais consistência nas avaliações. E identificou as 1 000 maiores por receita líquida, lista encabeçada por uma estatal, a Petrobras.
Mas a maioria das companhias é de capital privado e, no caso das TOP30, elas são 29 — a exceção é a Cemig, controlada pelo governo de Minas Gerais, que é a melhor do setor de energia elétrica. No setor de saneamento, a melhor é a Sabesp, e esse é um caso de recém-privatizada. Em entrevista, seu presidente, Carlos Piani, conta como a mudança fez diferença rapidamente: em dois meses, os investimentos foram triplicados para 15 bilhões de reais. A Sabesp é também a Empresa do Ano desta premiação, escolhida por critérios editoriais. Há muitas histórias inspiradoras entre as TOP30, como a da WEG, a melhor de máquinas e equipamentos, que acaba de assumir a liderança mundial em seu setor. A edição é uma justa homenagem ao Brasil que sonha e empreende. Boa leitura!
CONFIRA AS EMPRESAS VENCEDORAS:
– Sabesp: Início promissor
– Inpasa: Expansão movida a bioenergia
– 3tentos: Um laço forte que une produção, indústria e mercado
– Ambev: Cerveja, inovação e novos hábitos
– Cálamo: Um mapa amplo de entrega da beleza
– Mili: Liderança nacional em papel e higiene
– Globo: Negócio de audiência e algoritmo
– Acciona: Depois da Lava-Jato, uma nova protagonista
– PUC-Campinas: Fazer a lição de casa dá resultado
– Electrolux: Confiança renovada no país
– Cemig: Volta por cima com retorno às raízes mineiras
– EMS: A fórmula para engordar os lucros
– EcoRodovias: Caminho pavimentado para a expansão
– Palmeiras: Gestão que dá resultado. Dentro e fora do campo
– WEG: Energia que impulsiona o futuro
– Elo: O desafio de crescer em um setor já maduro
– Termomecanica: A estratégia é diversificar e otimizar
– Mina de Salobo: O metal essencial da nova economia
– Eldorado Brasil Celulose: Resultados históricos e planos de longo prazo
– PetroReconcavo: Júnior com alma de veterana
– Vipal: O caminho sustentável dos pneus no Brasil
– Bayer: Inovação no campo em busca de produtividade e sustentabilidade
– Fleury: Uma jovem centenária
– Localiza: Motores rodando em tempos de juros altos
– Totvs: A queridinha dos investidores
– Telmex/Claro: Transformação e consolidação na conectividade
– Azzas 2154: A complexa união de estrelas da moda brasileira
– MRS Logística: Modernização da frota e da malha no centro da estratégia
– Lojas CEM: O varejo tradicional mostra sua força
– Marco Polo: Mudança de rota com destino certo
+ AS 1000 MAIORES EMPRESAS, EM RECEITA
Publicado em VEJA, outubro de 2025, edição VEJA Negócios nº 19





