Brasil leva modelo de Open Finance ao México
Zetta apresenta experiência brasileira a fintechs e investidores mexicanos enquanto setor cobra avanços em portabilidade e adesão de empresas
O avanço do Open Finance brasileiro começou a chamar a atenção fora do país. Eduardo Lopes, presidente da Zetta, associação que reúne empresas de tecnologia e serviços financeiros, esteve na Cidade do México no fim de setembro para apresentar a experiência brasileira a empresários, fintechs e investidores interessados no desenvolvimento do modelo mexicano.
A agenda incluiu encontros na FinTech México, na Finnosummit e uma mesa-redonda com integrantes da Amcham. Segundo Lopes, o desenho brasileiro despertou interesse em um momento em que o México discute como acelerar sua própria agenda de compartilhamento de dados financeiros.
“O modelo brasileiro despertou forte interesse no mercado mexicano, que debate como avançar com a agenda regulatória local”, afirma.
Um dos números levados pela Zetta foi o crescimento acelerado das autorizações de compartilhamento de dados no Brasil. O volume de consentimentos ativos passou de 41,9 milhões, em dezembro de 2023, para cerca de 240 milhões em julho deste ano.
Para a entidade, a expansão mostra que o Open Finance entrou em uma nova fase, na qual consumidores usam o compartilhamento de informações para buscar produtos financeiros mais adequados e melhores condições entre diferentes instituições.
Apesar da escala alcançada, a Zetta defende que ainda há espaço para ampliar o sistema brasileiro. Entre as prioridades estão a portabilidade de salário e de crédito consignado, a expansão da chamada Jornada Otimizada — criada para reduzir etapas no compartilhamento de dados — e o avanço da Autenticação Paralela Iniciada pelo Cliente.
Esse último mecanismo é visto pelo setor como especialmente importante para aumentar a participação de empresas no Open Finance, ao simplificar o processo de autorização para compartilhamento de informações financeiras.







