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Funcionários da Binance descobrem que US$ 1,7 bi em criptos foi enviado para o Irã

O novo escândalo no mundo cripto seria o suficiente para iniciar uma nova crise no setor

Por Tássia Kastner 24 fev 2026, 08h18 | Atualizado em 24 fev 2026, 13h37

O bitcoin recua nesta manhã para a faixa de US$ 63 mil, em um novo mergulho que pode consolidar o pior mês da cripto desde junho de 2022. A queda é de 21% no mês. Do noticiário econômico ao corporativo, há pouco que ajude na recuperação dessa classe de ativos.

Investigações internas da Binance, a maior corretora cripto do mundo, indicam que a empresa teria sido usada para transferir US$ 1,7 bilhão em criptos para o Irã. A notícia foi publicada inicialmente pelo The New York Times. O dinheiro, saído de duas contas de clientes da exchange, teria potencialmente chegado a grupos terroristas no país, isso num momento em que as corretoras de criptomoedas são cobradas para elevar seus padrões de controle para evitar o uso de suas plataformas em práticas ilícitas. A Binance refuta as acusações e diz que as contas foram fechadas.

Trata-se de uma situação sui generis. O novo escândalo no mundo cripto seria o suficiente para iniciar uma nova crise no setor. Acontece que a queda desta terça segue a tendência recente do bitcoin, que já vinha ocorrendo sem que houvesse um motivo concreto, fora a preferência do mercado financeiro por investimentos considerados mais seguros – e menos expostos aos Estados Unidos.

É um contraste com 2022. Naquele ano, a implosão do esquema Terra-Luna, uma stablecoin lastreada em uma fraude, causou o derretimento do mercado e levou a uma avalanche de crises. Na sequência veio a quebra da FTX, corretora de cripto que fazia sucesso entre os famosos americanos.

Já os futuros das bolsas americanas começam o dia em alta, sob a expectativa da entrada em vigor das novas tarifas de Donald Trump, isso enquanto o mercado financeiro tenta entender como seriam devolvidos os bilhões pagos por importadores em alíquotas que a Suprema Corte considerou ilegais. Investidores terão tempo para dedicar ao assunto, já que a agenda econômica é fraca nos EUA.

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O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, também avança no pré-mercado, tentando recuperar as baixas da véspera. No Brasil, o destaque é a divulgação da arrecadação federal de janeiro

Agenda do dia

8h30: BC divulga nota do setor externo de janeiro
10h: Austan Goolsbee (Fed Chicago) participa de evento
11h: Receita Federal divulga a arrecadação de janeiro
11h: Raphael Bostic (Fed Atlanta) discursa em evento institucional
11h15: Christopher Waller (Fed) discursa em evento em Boston
11h30: Lisa Cook (Fed) discursa em evento
12h: EUA divulgam índice Conference Board de confiança do consumidor em fevereiro
14h45: Christine Lagarde (BCE) participa de discussão em Frankfurt
17h20: Tom Barkin (Fed Richmond) e Susan Collins (Fed Boston) participam de evento
23h: Donald Trump faz discurso de Estado da União

Balanços

Após o fechamento: GPA, Iguatemi, Isa Energia e C&A

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