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No verão, a moda é sorvete funcional

A tendência é sem açúcar, lactose e gluten, mas com proteína, colágeno e fibras, no palito ou na casquinha

Por Valéria França Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 20 dez 2025, 08h00 •
  • Há 4 mil anos, os chineses elaboraram uma sobremesa à base de leite e arroz, colocada na neve para congelar. Assim nasceu o sorvete, que chegou à Itália no século XIII, mas só ganhou o formato atual — uma massa gelada, cremosa e doce — quando os franceses adicionaram doses extras de açúcar, gemas e aromas como café e chocolate. Como a gastronomia reflete o modo de vida de cada época, o sorvete surpreende nesta temporada de verão com ingredientes antes exclusivo do mercado de produtos saudáveis e fitness, como creatina, colágeno e whey protein, que prometem ajudar na boa forma.

    Hoje, há sorvetes para praticamente todas as restrições alimentares: versões sem gordura, sem lactose e sem açúcar. Tornar o produto mais saudável é a estratégia da indústria para acompanhar o crescimento já observado no setor de alimentos enriquecidos com compostos funcionais — presentes nas academias, nas dietas esportivas e na despensa de famílias inteiras. Nos últimos cinco anos, esse segmento cresceu 33%. Os brasileiros consomem, em média, 9,1 litros de sorvete por ano, segundo pesquisa inédita da Abrasorvete, associação que representa a indústria. O setor planeja ampliar as vendas em 50%. Uma meta possível, uma vez que, para efeito de comparação, o mercado americano é duas vezes maior.

    A ciência ajuda a explicar esse sucesso. A proteína ganhou protagonismo por promover saciedade e preservar a massa muscular. A fibra contribui para a saúde da microbiota intestinal. Já o colágeno auxilia na lubrificação das articulações e na qualidade da pele. A novidade é encontrar tudo isso em um pote de sorvete que, até pouco tempo atrás, atraía apenas pelo sabor — e não pelos ingredientes. A rotulagem que alerta para o excesso de componentes prejudiciais à saúde, como açúcar e gordura saturada, também foi decisiva para mudar a percepção do consumidor.

    “Antes, o público que buscava produtos com restrição de ingredientes era muito pequeno. Sorvetes sem lactose e sem açúcar não chegavam a 1% das vendas, por exemplo”, afirma Kerley Torres, diretora da Abrasorvete e proprietária da Sammy Gelados, em Fortaleza. O consumo aumentou no Brasil, mas a forma de consumir também mudou — e a indústria seguiu esse movimento. No Nordeste, já há sorvete servido na casca do coco, substituindo a tradicional casquinha de waffle. Também já há casas que se especializaram neste segmento.

    sorvete com whey protein
    FITNESS – Com whey protein: para ajudar no ganho muscular- Grupo Lamoya (Grupo Lamoya/Divulgação)

    Em São Paulo, “o gelato que faz bem” virou slogan da Wish Factory, sorveteria funcional que propõe unir indulgência, nutrição e a arte do gelato italiano. Na linha premium, os sorvetes não levam lactose, glútem e açúcar adicionado, mas incorporam proteínas e aminoácidos. Mais do que uma tendência passageira, o sorvete funcional simboliza uma mudança de mentalidade: o prazer deixa de ser inimigo da saúde e passa a fazer parte de um novo equilíbrio entre desejo, consciência e bem-estar — uma sobremesa sem gordices.

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