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Thomas Traumann

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Thomas Traumann é jornalista e consultor de risco político. Foi ministro de Comunicação Social e autor dos livros 'O Pior Emprego do Mundo' (sobre ministros da Fazenda) e 'Biografia do Abismo' (sobre polarização política, em parceria com Felipe Nunes)

Lula prefere Flávio

Presidente vai rejeitar lei da anistia envergonhada a Bolsonaro e tentar jogar votação do veto para depois de abril

Por Thomas Traumann Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 dez 2025, 10h54 •
  • Um axioma atribuído a Napoleão Bonaparte diz para “nunca interromper quando seus inimigos estão cometendo um erro”. Desde que Eduardo Bolsonaro foi aos Estados Unidos para destruir o legado do pai, o presidente Lula da Silva tem deixado seus adversários errarem sem interrupções.

    O lançamento da candidatura do senador Flávio Bolsonaro deixou Lula confiante. Em conversas com mais de um interlocutor ao longo da semana, ele disse ter certeza de que vencerá a eleição no primeiro turno se Flávio Bolsonaro for o candidato, dividindo a direita e jogando parte do Centrão no colo do governo. 

    A avaliação coincide com o resultado do Datafolha de domingo, dia 7, que deu a Lula 49% dos votos válidos contra 22% de Flávio – na margem de erro para vencer no primeiro turno. Lula quer ajudar o senador a ser candidato.

    Em conversa com os senadores Renan Calheiros, Jaques Wagner e Eduardo Braga na quarta-feira, dia 10, o presidente soube que são remotas as chances de impedir o Senado de aprovar o PL da Dosimetria, a anistia envergonhada para Jair Bolsonaro. 

    Mas que ele pode usar o veto para adiar a definição do tema e adiar, atrapalhar e talvez até impedir, a candidatura do governador Tarcísio de Freitas.

    Se for aprovado pelo Senado na quarta-feira, dia 17, o projeto será vetado por Lula no fim do prazo, provavelmente no início de janeiro. Como o Congresso estará em recesso, o tema só chegará ao Senado em fevereiro. A prioridade do governo será convencer o presidente Davi Alcolumbre a marcar a votação do veto para abril, depois do fim do prazo de desincompatibilização de Tarcísio de Freitas. Lula considera o governador de São Paulo o único adversário real na disputa.

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    Nas conversas, o presidente prevê que a disputa entre o bolsonarismo e o Centrão vá atrapalhar os palanques estaduais da oposição. Ele acha possível obter a neutralidade na campanha presidencial do MDB, União Brasil e PP em troca de acordos regionais em Estados onde Lula é forte, como Minas Gerais, Pará e o Nordeste.

    *

    Qualquer dúvida sobre o poder da máquina pública se dissipa quando se comparam as pesquisas de dezembro de 2021 com o resultado de outubro de 2022. De acordo com o Datafolha, esta era a situação do então presidente Jair Bolsonaro no fim de 2021:

    Avaliação do governo Bolsonaro

    • Ótimo/bom: 22%
    • Regular: 24%
    • Ruim/péssimo: 53%
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    Cenário de 1º turno (votos totais)

    • Lula (PT): 47%
    • Jair Bolsonaro (PL): 21%
    • Sergio Moro (Podemos): 9%
    • Ciro Gomes (PDT): 7%

    Como se sabe, Bolsonaro dobrou a intenção de votos ao longo da campanha. No primeiro turno, ele fez 43,2% dos votos, contra 48,4% de Lula.

    O que mudou significativamente ao longo de 2022? O uso da máquina pública. Bolsonaro aumentou o Auxílio Brasil de 400 reais para 600 reais e o auxílio-gás de 50 reais para 110 reais, criou um auxílio mensal de 1.000 reais para taxistas e caminhoneiros, zerou a alíquota de tributos federais e limitou o ICMS sobre o preço do diesel, da gasolina e do gás, com efeito direto na redução da inflação.

    A atual situação de Lula no Datafolha é a seguinte:

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    Avaliação do governo Lula

    • Ótimo/bom: 33%
    • Regular: 30%
    • Ruim/péssimo: 37%

    Cenário eleitoral 1 (votos totais)

    • Lula: 41%
    • Tarcísio de Freitas: 23%
    • Ratinho Júnior: 11%
    • Ronaldo Caiado: 6%

    Cenário eleitoral 2 (votos totais)

    • Lula: 41%
    • Flávio Bolsonaro: 18%
    • Ratinho Júnior: 12%
    • Ronaldo Caiado: 7%

    Lula ainda nem começou a colocar a máquina para funcionar. Em janeiro, 20 milhões de contribuintes deixarão de pagar imposto de renda, e o salário mínimo será reajustado em 6,7%. Em fevereiro, os 7,5 milhões de adolescentes do ensino médio das escolas públicas vão receber um prêmio em dinheiro para terminar o ano, o programa Pé de Meia. Até março, 18 milhões de famílias muito pobres vão receber um botijão de gás por mês. Desde julho, esse mesmo grupo de famílias já não paga a conta de luz.

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    Em abril, o governo tentará colocar para votar o projeto da escala 5×2, que vai reduzir a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas e obrigar o pagamento de horas extras pelo trabalho no sábado e no domingo. Se o projeto não for aprovado neste ano, será a bandeira principal da campanha da reeleição.

    No meio do ano, o governo vai lançar um projeto-piloto de gratuidade de ônibus nos fins de semana em uma ou duas capitais, um chamariz para o projeto que seria implantado em todo o país em um eventual governo Lula 4.

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