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Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Daniel Gullino, Gabriel Sabóia, Marcelo Ribeiro e Pedro Pupulim. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

As provas da PF sobre o plano de assassinato de Moro

Quadrilha que planejava ataque contra autoridades se referia a Moro com o codinome 'Tokio' e usava o código 'Flamengo' para falar sobre seu sequestro

Por Lucas Vettorazzo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 mar 2023, 16h39 • Atualizado em 23 mar 2023, 21h07
  • A Polícia Federal descobriu o plano do PCC para sequestrar o senador Sergio Moro e outras autoridades a partir de trechos de conversas por mensagens entre um dos suspeitos e a sua companheira, que seria cúmplice no crime.

    Em uma conversa entre o casal, o homem diz que enviará uma mensagem com códigos que são importantes para ele e pediu que ela não apagasse. “Só para deixar aí no seu telefone”, diz ele. Na mensagem, Moro é indicado como sendo o código “Tokio”, o seu sequestro é referido com o nome “Flamengo” e a ação propriamente dita recebe o código “Fluminense”.

    A PF anexou prints das conversas ao inquérito e as informações foram usadas como base para a autorização, pela 9ª Vara Federal Criminal de Curitiba, para a ação da polícia contra o grupo nesta quarta-feira, que terminou com nove suspeitos presos. O Radar teve acesso à íntegra da decisão (veja trechos no final desta nota).

    O inquérito foi aberto a partir de um depoimento de uma testemunha protegida ao Gaeco-SP, o grupo de combate ao crime organizado do Ministério Público de São Paulo. Jurada de morte, a pessoa procurou o MP para denunciar um homem que seria o chefe do setor no PCC chamado “Restrita”, que seria a área que comanda os assassinatos de ex-integrantes da facção e ataques a autoridades em todo o território nacional.

    O relato dessa testemunha foi o primeiro contato das autoridades com os planos contra Moro. A partir daí, a polícia obteve a quebra de sigilo telemático do celular dos suspeitos, o que, mais tarde, deu ensejo à operação.

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    Os policiais encontraram nos celulares dos investigados um registro de caixa que indica uma possível destinação de dinheiro para os códigos Tokio e Flamengo, além de gastos com viagens, aluguel de um apartamento e de uma chácara, uma caminhonete Hilux e até a contratação do serviço de um pedreiro para a instalação de um cofre que seria um esconderijo para as armas. Também foi descoberta uma foto de anotações manuscritas com dados pessoais de Moro, incluindo endereços e telefones, nomes de familiares e informações da sua declaração de bens.

    “Tem-se aqui a imagem que permitiu descortinar o plano que está sendo articulado para a consecução de um atentado contra a incolumidade do senador, com o estabelecimento de linguagem cifrada pela organização, com intuito de dificultar a identificação da ação criminosa”, registra a decisão da juíza federal substituta Gabriela Hardt, referindo-se aos prints apresentados pela PF.

    O ministro da Justiça, Flávio Dino, disse na quarta que a PF monitorava os suspeitos há 45 dias. O decisão assinada na terça pela juíza contraria a fala de Lula nesta quinta de que o plano frustrado seria uma “armação” de Moro.

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    Veja abaixo trechos da decisão:

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