As acusações da PF contra o atual chefe da Abin no governo Lula
Investigadores dizem que Luiz Fernando Corrêa atuou para ‘inviabilizar’ a investigação sobre a ‘Abin paralela’ de Jair Bolsonaro
A Polícia Federal (PF) acusa o atual diretor-geral da Abin, Luiz Fernando Corrêa, indicado ao cargo por Lula, de atuar para “inviabilizar” a investigação sobre a chamada “Abin paralela” – estrutura clandestina supostamente comandada por Alexandre Ramagem para ações de arapongagem contra adversários políticos de Jair Bolsonaro.
Segundo o relatório final da PF, que se tornou público nesta quarta-feira depois de o ministro Alexandre de Moraes, do STF, retirar o sigilo do inquérito, Corrêa faz parte de um grupo que teria encaminhado aos investigadores “informações inidôneas, retardando informações, influenciando servidores e dedicando esforços para que não houvesse investigação pela Polícia Federal”.
O documento diz que o atual chefe da Agência Brasileira de Inteligência passou a frequentar a sede do serviço secreto dois meses antes de ser sabatinado pelo Senado e tomar posse no cargo. A PF levantou, pelos registros de entrada e saída na Abin, que Corrêa esteve presente no QG do órgão em 47 dias antes de sua nomeação oficial.
“Agindo como o chefe de facto da agência, participou de reuniões de cúpula, teve acesso a informações sigilosas e realizou ações que notadamente tiveram o intento obstruir a investigação sobre a organização criminosa (ORCRIM) instalada no órgão”, escreve a PF.







