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Pé na estrada

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Viagens de carro para quem ama o caminho tanto quanto o destino

Por meio milhão, Jeep Wrangler é diversão garantida mesmo longe da trilha

Modelo é conhecido pela vocação offroad, mas empolga também em viagens em família, ainda mais se o teto e as portas forem removidos - mas cobra por isso

Por André Sollitto Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 jan 2025, 11h03

Quando a chuva que ameaçou atrapalhar os planos de todos que foram curtir o período de férias escolares na praia deu sinais de que tinha ido embora, nossa primeira decisão foi tirar o teto do Jeep Wrangler. O enorme jipe, conhecido pela vocação offroad, pode se transformar em um veículo totalmente aberto. Dá para tirar o teto, as portas e até baixar o para-brisa. Os dois pedaços de teto que ficam sobre os bancos da primeira fileira são simples de retirar. O restante do teto é composto por um único pedaço enorme, que precisa de duas, talvez três pessoas para ser retirado. Mas o esforço vale a pena. Todos que andaram no carro aberto, curtindo a brisa e ouvindo música, abriram um sorriso. Não precisa ser alucinado por carro para curtir o que o Wrangler oferece, mesmo longe das trilhas pesadas.

Durante quase 20 dias, rodamos pelas praias de São Paulo, entre o litoral norte e o litoral sul, a bordo do Jeep Wrangler Rubicon, a única versão disponível aqui, no Brasil. Custa R$ 499 mil e só fica abaixo da Grand Cherokee 4XE na hierarquia de modelos da Jeep vendidos no País. Nos Estados Unidos, existem outras versões, como a Sport, mais simples, vendida até em versão com duas portas, e a Sahara, intermediária. Há ainda edições limitadas, como a Rubicon 392 Final Edition, equipada com um motor 6.4L Hemi V8. 

A Rubicon vendida aqui é bem completa. Vem com motor 2.0 turbo a gasolina de 4 cilindros com 272 cv de potência e 40,8 kgfm de torque, câmbio automático de oito velocidades, controle de descida off-road, tração 4×4 com reduzida, bloqueio eletrônico de diferenciais e câmera frontal, ideal para uso em trilhas. Tem painel de instrumentos digital, bancos elétricos, tela multimídia de 12,3 polegadas, bancos com revestimento de couro e um sistema de isolamento acústico reforçado. É um jipão raiz, com a seleção de tração em uma alavanca dedicada, e não em botões, como modelos mais novos. Mas faz concessões ao conforto – o que é mais do que justo, considerando o preço que custa por aqui.

Descendente direto do Willys, o veículo da Segunda Guerra que tornou a Jeep sinônimo de fora da estrada, o Wrangler tem um dos visuais mais clássicos e divertidos do mercado. É quadradão, como deve ser, enorme (tem 1,83m de altura, 4,7 metros de comprimento e 1,89m de largura), e com a grande grade de sete aberturas que é marca registrada da Jeep. O modelo testado, na cor Hydro Blue, chama ainda mais atenção. As enormes rodas de 17 polegadas dão ainda mais presença. 

Esse tamanho todo, é claro, cobra seu preço. É preciso tomar cuidado redobrado ao rodar em vias mais apertadas, especialmente aquelas com alto fluxo de motos. Encontrar uma vaga em estacionamentos mais abertos é complicado. O porta-malas é enorme, com 548 litros, mas não tem tampa nem algumas facilidades modernas, como ganchos e redes. A bagagem fica solta e à vista. Apesar de sua altura, o Wrangler não tem estribo de série, o que prejudica o acesso a pessoas idosas ou com dificuldades de locomoção. Por fim, o projeto que permite tirar portas e teto faz com que a vedação contra a chuva não seja perfeita. Em dias de temporal pesado, é inevitável que água entre no carro, principalmente perto da coluna B. São limitações inerentes ao projeto.

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Apesar desses detalhes, a experiência ao volante do Wrangler é excelente. Embora tenha fama de bruto, a vida a bordo é bastante confortável. Ele oferece boa estabilidade mesmo em alta velocidade na estrada, e seu motor 2.0 turbo responde bem a qualquer pisada no acelerador. Ele tem um bom pacote de itens de segurança, como alerta de colisão frontal com frenagem de emergência, monitoramento de ponto cego e airbags frontais e laterais. 

bastante espaço interno para até cinco ocupantes. O sistema de som, assinado pela fabricante Alpine, é poderoso e funciona bem mesmo com o carro aberto. Dá para rodar sentindo o vento no cabelo e curtindo a música. Com teto e portas colocados no lugar, o isolamento acústico é surpreendente. Na estrada, em alta velocidade, o barulho do vento invade um pouco a cabine, mas nada que atrapalhe a conversa.

Sem teto: Wrangler pode ainda ter as portas retiradas e o parabrisa baixado
Sem teto: Wrangler pode ainda ter as portas retiradas e o parabrisa baixado (André Sollitto/VEJA)
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O segmento de veículos offroad tem muitas opções, do pequeno e valente Suzuki Jimny ao SUVs clássicos, como o Bronco, da Ford, e o Pajero Sport, da Mitsubishi, passando por picapes variadas, da Ram Rampage a Nissan Frontier

Mas Wrangler ocupa uma posição de destaque entre os carros com foco em trilhas. É capaz de ir bem longe, em terrenos onde outros veículos nem sonham alcançar. Tem tecnologia e itens de conforto que tornam a vida a bordo confortável. O tamanho e o porta-malas favorecem uma viagem em família, e a possibilidade de tirar o teto e as portas ajudam a construir boas memórias automotivas. Mesmo sem enfiar o carro na lama, em dunas ou percursos com rochas, qualquer passeio pode se tornar memorável.

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