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Jaguar: “Estamos muito confiantes em nossa estratégia e em nosso produto”

Camila Yu Mateus, diretora de marketing da JLR Brasil, conta como a empresa está se estruturando para o futuro elétrico

Por André Sollitto Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 fev 2025, 10h44

O mercado automotivo foi pego de surpresa quando a Jaguar anunciou que ia repaginar totalmente seu portfólio, apostando apenas em veículos elétricos. Pararia de fabricar seus carros durante esse processo, e faria um “rebranding“, que no jargão publicitário costuma ser usado para grandes transformações de imagem. 

Depois, quando a nova identidade visual foi divulgada, com logo redesenhado e uma série de vídeos artísticos, que pareciam ensaios de moda, a surpresa foi ainda maior. Muitos não gostaram da mudança e não pouparam esforços em divulgar suas opiniões contundentes nas redes sociais. Mais tarde, quando o primeiro carro conceito foi apresentado, o Type 00, alguns críticos começaram a entender um pouco dos novos rumos da empresa para o futuro elétrico.

Enquanto o novo carro elétrico da Jaguar não chega ao mercado, algo que deve acontecer apenas em 2026, a JLR venderá apenas os exemplares remanescentes do F-Pace disponíveis em estoque. Uma nota explica a situação: “2025 será o ano de consolidação da nova marca e seu modernismo exuberante globalmente. Uma série de eventos e ativações estão previstas para acontecer em todo o mundo até a chegada do primeiro modelo da marca, um GT cupê elétrico de quatro portas, que partilha a sua inspiração com o protótipo Type 00, apresentado durante a Miami Art Week em dezembro de 2024. Diante disso, interrompemos momentaneamente a importação de carros da Jaguar até a chegada dos novos, previstos globalmente para 2026. No entanto, ainda é possível encontrar unidades 0 km remanescentes e seminovos nas concessionárias. Além disso, nada muda quanto à oferta de serviços e de atendimento aos atuais clientes da marca.”

Em entrevista a VEJA, Camila Yu Mateus, diretora de marketing da JLR Brasil, conta detalhes da estratégia e de como a Jaguar está se reposicionando. Confira a entrevista a seguir.

Como o rebranding da Jaguar foi planejado?
A estratégia começou bem antes, há cerca de três anos, quando a gente passou a redesenhar todo nosso perfil e como nos apresentamos para o mercado. Decidimos não ser mas Jaguar Land Rover, mas JLR. E nos apresentamos para o mercado por meio de nossas marcas, que são muito mais fortes: Range Rover, Discovery, Defender e Jaguar. Isso também nos trouxe a oportunidade de começar a olhar para essas marcas com mais profundidade

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O que vocês identificaram ao olhar para as marcas individualmente?
Entendemos o que a gente gostaria de cada uma delas, o que o mercado esperava de nós, e quais eram as oportunidades com cada uma delas. Por exemplo, Range Rover e Defender. Range Rover está em ritmo de evolução. Temos quatro variações aqui no Brasil. Defender está num ritmo de consolidação, com 13 variações no Brasil. Temos territórios, pilares muito bem definidos para cada uma dessas marcas.

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Camila Yu Mateus, diretora de marketing da JLR Brasil (JLR/Divulgação)

E com Jaguar?
Jaguar estava num ritmo em que não tínhamos os resultados esperados. Tentamos fazer uma mudança, saindo do território do luxo e entrando no território do premium, quando lançamos os SUVs, e também os resultados não foram tão satisfatórios. Aí entendemos que era o momento de repensar.

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E qual foi a conclusão que a JLR chegou em relação à Jaguar?
A Jaguar é uma marca que completa 90 anos em 2025. Precisamos honrar e respeitar o legado, mas também garantir a longevidade. E o que decidimos fazer foi voltar à nossa origem. Ao lema “Copy Nothing”, criado pelo fundador da Jaguar, Sir William Lyons. Foi o que a equipe de design, liderada por Gerry McGovern, foi voltar à base e pensar o que poderia ser feito para tornar a marca realmente singular.

A campanha de divulgação, principalmente o teaser antes da revelação do primeiro conceito, o Type 00, parece conversar com um público diferente do que o setor automotivo está acostumado. Qual é o público dessa nova fase da Jaguar?
Quando olhamos para todo o redesenho, para o design da marca, voltando para a nossa pedra fundamental, criamos uma conexão muito forte com a arte. Sabemos que nossos consumidores têm uma predisposição muito grande para o universo da arte. Pegamos esse simbolismo, voltamos para os materiais que compõe esse universo. Como o mármore, o latão, que são materiais de trabalho de artistas  artesão, e que foram incluídos no Type 00. E também as cores, que são nuances das cores primárias. Trabalhamos com essas nuances. E, assim, nos conectando com a sociedade e o consumidor do futuro. Porque ao olharmos para a sociedade, vemos uma predisposição muito grande para a inclusão e a diversidade. 

Vocês esperavam uma reação tão visceral do público?
A gente já imaginava algo assim. Obviamente ninguém esperava que até Elon Musk fosse comentar a campanha, mas até isso foi positivo. Já esperávamos essa repercussão. E vemos isso como uma grande oportunidade. Entendemos que algumas pessoas precisam de um tempo para se acostumar, outras vão se acostumar imediatamente, e algumas nunca vão se acostumar. E está tudo bem. Sabemos que o que a gente desenhou não precisa agradar todo mundo. Vamos ter nosso público, vamos criar a nossa fatia de mercado. E temos outras três grandes marcas que vamos continuar trabalhando. 

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Apesar das muitas opiniões contundentes do público, a Jaguar voltou ao centro das discussões do mercado automotivo…
Sim. Fazia muito tempo que a Jaguar não alcançava esse patamar de comunicação. Esse tipo de relevância é importante. E o Brasil teve papel importante nisso. Foi o sétimo maior mercado de repercussão global. No final do dia, estamos muito confiantes na nossa estratégia e no nosso produto que será lançado globalmente no começo do ano que vem, um GT coupé de quatro portas que já está rodando em testes.

Como vocês veem o mercado brasileiro nessa estratégia?
O Brasil é um mercado relevante para a JLR global, ainda mais dentro do contexto da América Latina, onde estamos inseridos. Ainda não posso divulgar quando isso vai acontecer, mas teremos novos produtos da Jaguar por aqui, produtos adequados ao perfil de mercado que queremos atingir.

Quais são os próximos passos?
Ainda não posso dar detalhes, mas planejamos um ano de ativações globalmente. Vamos construir esse posicionamento de marca, tudo que envolve a Jaguar, até chegar no lançamento do carro. Tem muita coisa ligada à arte e muitas novidades que preconizam um futuro brilhante para a marca.

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