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Matheus Leitão

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Blog de notícias exclusivas e opinião nas áreas de política, direitos humanos e meio ambiente. Jornalista desde 2000, Matheus Leitão é vencedor de prêmios como Esso e Vladimir Herzog

O lugar onde Gusttavo Lima não tem vez

Apenas Zeca Pagodinho, Caetano e Gil! São as minhas férias, leitores. Bom janeiro a todos…

Por Matheus Leitão Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 13 jan 2025, 19h28 - Publicado em 13 jan 2025, 13h22

Quando polarização brasileira gera o lançamento da candidatura do sertanejo Gusttavo Lima e a rápida resposta de memes sobre “o melhor brasileiro vivo para o cargo” – claro, Zeca Pagodinho -, pode-se concluir: 2025 nasce surpreendendo.

Zeca já foi, em alguns momentos, alçado a essa condição de presidenciável bem antes do surgimento de Gusttavo Lima, nome que para alguns é um bem bolado balão de ensaio. Esse tem sido o modus operandi da extrema-direita.

A vida é bem mais realista do que as narrativas criadas por Steve Bannon, ou pelo bolsonarismo nada fantástico, que todos nós passamos a ter que conviver.

Zeca Pagodinho é um grande nome do povo brasileiro pelas músicas, pela carreira. Mas há um momento hilário que ele protagonizou ao contar para o Jô Soares que cortou parte do próprio dedo e foi dormir, não antes sem espalhar sangue pela casa. Ao acordar, não lembrava de nada. Rigorosamente nada.

Os momentos seguintes da entrevista icônica deixo pra vocês, leitores, saborearem como eu o fiz chorando de rir na frente da TV. Zeca Pagodinho prova, perdendo um pedacinho do dedo, que a tão almejada felicidade é maior quando aprendemos a rir de nós mesmos. Zeca, sim, ri de si!

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O cantor e compositor brasileiro fez isso de forma tão profunda naquela entrevista – e em outros momentos da vida – justamente por ser o oposto de Gusttavo Lima, e não se levar a sério. O oposto do que o cantor sertanejo, indiciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa recentemente, quer transparecer.

O PRTB, partido de Pablo Marçal, um dos neopentecostais fascistoides brasileiros que usam principalmente ódio como ferramenta política, já disse que quer saber o que o sertanejo pensa sobre o grandes temas nacionais. O próprio Marçal insinuou uma chapa, jogando o sertanejo para vice.

A direita está assim. Com balão de ensaios sem sentido ou com candidatos já assumidos. O governador Ronaldo Caiado diz que tem espaço para todos, mas trabalha nos bastidores para ser o grande nome da direita em 2026. Terá que disputar com outros o lugar de candidato desse campo político, como o governador Tarcísio de Freitas. Quanto a Jair Bolsonaro está inelegível e cada vez mais enrolado na Justiça, correndo o risco de ir para a prisão. Mesmo assim se apresenta como o único Plano A.

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Na esquerda, só mesmo Zeca Pagodinho (risos) e Lula aparecem na disputa. O PT não só coloca todas as fichas em um quarto mandato do atual presidente, como não estimula o nascimento de novas lideranças. Enquanto isso, aposta na boa relação com os novos presidentes da Câmara e do Senado para chegar em 2026 com o governo nos cascos.

Como o Brasil de 2025 só pensa em 2026, o novo ano eleitoral, quando jornalistas não conseguem desconectar – quanto mais tirar férias – vou ali descansar com meus filhos.

Já volto, leitores. Mas aviso: estarei ouvindo Zeca Pagodinho nesses dias de descanso. Paulinho da Viola, Caetano e Gil também. É uma playlist eclética, mas nada de Gusttavo Lima. Zero.

Um bom janeiro a todos.

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