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Por José Benedito da Silva Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Bruno Caniato, Valmar Hupsel Filho, Isabella Alonso Panho e Ramiro Brites. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Confusão com Sisu é mais um revés em mau momento de Camilo Santana no MEC

Depois de supostas irregularidades no Pé-de-Meia suscitarem até pedido de impeachment, atraso em divulgação de resultados foi outra derrapada do ministério

Por Laísa Dall'Agnol Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 28 jan 2025, 19h23 - Publicado em 28 jan 2025, 19h09

Detentor de uma das áreas mais bem-avaliadas do governo Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Educação, Camilo Santana, tem enfrentado uma maré de más notícias desde que o seu nome passou a ser ventilado para uma possível sucessão do atual presidente.

O primeiro revés veio na última semana, quando o programa Pé-de-Meia, que paga bolsas a estudantes do Ensino Médio, entrou na mira do Tribunal de Contas da União (TCU). A Corte determinou o bloqueio de 6 bilhões de reais do programa alegando que existiria uma suposta manobra fiscal para desviar recursos do orçamento para abastecer a iniciativa. O governo recorre na tentativa de reverter o veredicto, mas a eclosão do caso já foi mais do que o suficiente para unir a oposição, que afirma ter cem assinaturas para pedir o impeachment de Lula por crime de responsabilidade. Mais do que o afastamento do presidente, o deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) chegou a pedir o impeachment do próprio ministro da Educação e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Nesta semana, outro golpe na gestão de Camilo. O MEC atrasou o envio da lista de aprovados no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2025 às universidades públicas, revoltando milhares de vestibulandos, que foram às redes queixar-se da demora. O ministério anunciou nesta terça-feira, 28, que decidiu estender o calendário até 3 de fevereiro — o prazo inicial era 31 de janeiro. Os resultados, que deveriam ter sido divulgados no domingo, 26, atrasou até o dia seguinte e, mesmo assim, inicialmente não havia a indicação das posições dos alunos na lista de espera.

Ainda há que se calcular o quanto os episódios irão impactar, de fato, o governo — e a gestão de Camilo Santana no MEC –, mas não há como negar que os assuntos desgastam uma trajetória até então ascendente.

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Ascensão e trunfos

Reportagem de VEJA deste mês mostrou como, entre os nomes que correm “por fora” como alternativas de sucessores de Lula, quem se encontra em melhor momento é Camilo Santana. Ele passou a ser ventilado como um possível plano B principalmente pela ala de Gleisi Hoffmann, presidente da sigla e rival interna de Haddad, principal “adversário” para o posto.

O titular do MEC tem os seus trunfos para tentar vencer essa disputa. Pesquisa Ipec de dezembro mostrou que a educação é avaliada positivamente por 37% do eleitorado, como regular por 27% e como ruim ou péssima por 34%. Pode não ser uma maravilha, mas é a única área entre todas as nove pesquisadas em que a avaliação positiva supera a negativa.

Outra forte carta nas mãos de Camilo é justamente o Pé-de-Meia, que já se tornou o quinto maior programa social do governo, com 4 milhões de beneficiados e 12,5 bilhões de reais pagos em 2024. A iniciativa, lançada em 2023, só tem menos recursos do que Bolsa Família, BPC, Seguro-Desemprego e Abono Salarial e supera, entre outros, o Auxílio Gás e o Farmácia Popular. O sucesso é tamanho que o governo já colocou em prática a sua expansão, na forma de duas novas modalidades criadas com o objetivo de aumentar o número de docentes na rede pública.

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