Barroso determina a devolução do passaporte de Carlos Wizard
Esta é a terceira decisão favorável do ministro ao empresário no âmbito da CPI da Pandemia, onde Wizard ficou em silêncio nesta semana
Depois de suspender a condução coercitiva do empresário Carlos Wizard e autorizá-lo a ficar em silêncio na CPI da Pandemia, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou nesta sexta-feira, 2, uma nova decisão que beneficia o empresário: determinou a devolução do passaporte de Wizard, apontado como um dos integrantes do gabinete paralelo que aconselhou o presidente Jair Bolsonaro em meio à pandemia do coronavírus.
Na decisão desta sexta, Barroso determina à 1ª Vara Federal de Campinas, onde o empresário reside, “a adoção das providências necessárias” para a devolução do passaporte de Carlos Wizard, que tem negócios e familiares nos Estados Unidos.
Wizard foi à CPI para depor na quarta-feira, 30, mas usou a prerrogativa concedida por Barroso para não responder às perguntas e ficar em silêncio. Ele só falou aos senadores nos 15 minutos iniciais da sessão, aos quais os depoentes têm direito para se manifestarem livremente.
A convocação do empresário havia sido aprovada pela CPI em 26 de maio, mas ele estava nos Estados Unidos tratando de assuntos particulares, segundo sua defesa, e só chegou ao Brasil um mês depois, quando o passaporte foi apreendido no Aeroporto de Viracopos, em Campinas.
Durante a oitiva de Carlos Wizard, o presidente do colegiado, senador Omar Aziz (PSD-AM), sustentou que o passaporte dele não ficasse retido caso o depoimento fosse “a contento”, enquanto o senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI, defendeu que o passaporte do empresário permanecesse apreendido.





