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Orientações médicas e textos de saúde assinados por profissionais de primeira linha do Brasil

Aleitamento materno contribui para a sustentabilidade do planeta

Rede de apoio é essencial para o sucesso da amamentação e o bem-estar físico e emocional da mãe

Por Mônica Vilela Carceles Fráguas*
5 ago 2025, 08h00

Amamentar é o desejo da maioria das mães e uma etapa importante na vida do bebê. Os benefícios desta prática ajudam a proteger a criança contra infecções, reduzir o risco de obesidade e de várias outras doenças, contribuindo para um desenvolvimento saudável e equilibrado. Para a mãe, a amamentação ajuda na recuperação pós-parto, reduz o risco de hemorragia e auxilia na perda de peso e, ainda, contribui para a prevenção de algumas doenças como o câncer de mama.

O aleitamento é lembrado todos os anos pela World Alliance for Breastfeeding Action (WABA) durante a Semana Mundial da Amamentação, que acontece de 1º a 7 de agosto e conta com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), entre muitas outras entidades.

Para 2025, o slogan escolhido é: “Priorize a amamentação: crie sistemas de apoio sustentáveis”. Afinal, amamentar também ajuda na preservação da saúde do planeta. Portanto, nesta edição, a campanha reforça a importância da criação de sistemas de apoio sustentáveis que envolvam a divulgação de informações corretas, formação de profissionais de saúde, implementação de políticas públicas de proteção à amamentação, e incentivo das redes de apoio familiar e comunitário à mulher lactante.

O processo de iniciação e manutenção da amamentação exige dedicação e apoio contínuo, que deve vir de uma rede integrada de pessoas que acompanham a mulher desde a gestação, passando pelo parto e pós-parto e, posteriormente, durante todo o tempo de aleitamento. Médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde desempenham um papel essencial na educação pré e pós-natal, orientando e ajudando a resolver as dificuldades.

Por outro lado, familiares, companheiros, companheiras e amigos também são importantes para oferecer suporte emocional e prático no dia a dia, o que alivia o estresse da maternidade e favorece a continuidade da amamentação.

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As primeiras dificuldades enfrentadas pela puérpera — como dores, fissuras mamárias, perda de peso do bebê ou desmame precoce — devem ser acompanhadas de perto e cuidadas precocemente por profissionais de saúde capacitados. Dessa forma, podem contribuir para evitar o desmame antecipado, ferimentos nos mamilos, entre outros.

Já a atuação dos familiares próximos pode ser decisiva para garantir um ambiente tranquilo e acolhedor. O papel de cada pessoa na rede de apoio varia conforme as características e hábitos de cada família, sendo um ponto muito importante para garantir a sustentabilidade desta complexa rede.

A legislação trabalhista, como a licença-maternidade, também tem papel fundamental ao permitir tempo e segurança para a mãe se dedicar ao cuidado com o bebê.

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Sustentabilidade e aleitamento materno: um compromisso com o futuro

A produção da fórmula láctea (leite em pó modificado para as necessidades infantis) – embora necessária em algumas situações – tem impactos ambientais. A criação de gado leiteiro pode estar associada ao desmatamento, ao uso intensivo de água e à emissão de poluentes. O processo de industrialização exige energia, embalagens (papel, plástico), transporte e gera excesso de resíduos, incluindo mamadeiras, bicos e invólucros, muitos dos quais são descartados de forma inadequada.

Por outro lado, o leite materno é natural, não tem custo, não polui, não consome energia e nem gera resíduos. Promover e proteger o aleitamento é, portanto, também um ato de respeito e responsabilidade com o planeta. E o apoio continuado, organizado e interligado mantém a tranquilidade da mãe.

A Semana Mundial da Amamentação é um chamado para toda a sociedade – famílias, profissionais e governos – a refletir sobre o papel coletivo na criação de ambientes favoráveis à amamentação, reconhecendo-a como um direito da criança, uma escolha da mãe e um compromisso com o futuro sustentável.

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* Mônica Vilela Carceles Fráguas é pediatra e neonatologista do Hospital e Maternidade Pro Matre Paulista e consultora de lactação certificada pelo IBCLC

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