Saiba quem eram os passageiros do submersível Titan
Guarda costeira afirmou que destroços encontrados são compatíveis com a morte dos tripulantes
No último domingo, 18, o submersível Titan desapareceu no Atlântico Norte em uma de suas viagens até as ruínas do Titanic. Desde lá, todo o mundo esperou o resgate dos passageiros a bordo do veículo, mas, na tarde desta quinta-feira, 22, a Guarda Costeira americana informou que os destroços encontrados no local das buscas são “consistentes com perda catastrófica”.
“Este é um momento muito triste para toda a comunidade de exploradores e para cada um dos familiares daqueles que se perderam no mar”, disse a OceanGate, empresa responsável pelo submersível, em nota. “Pedimos respeitosamente que a privacidade dessas famílias seja respeitada durante este momento mais doloroso”.
Cinco passageiros estavam a bordo do veículo: Stockton Rush, Shahzada Dawood e seu filho Suleman Dawood, Hamish Harding e Paul-Henri Nargeolet.
Stockton Rush, 61, era o CEO e cofundador da OceanGate, empresa que ele criou junto com Guillermo Söhnlein em 2009. Formado em engenharia espacial pela Universidade de Princeton, ele era descendente de Benjamim Rush e Richard Stockton, dois dos signatários da declaração de independência americana. Aos 19 anos se tornou o mais jovem piloto de aeronaves do mundo.
Shahzada Dawood, 48, era um empresário britânico-paquistanês do ramo de manufatura têxtil e de fertilizantes. Ele também era um dos curadores do Instituto de Pesquisa de Inteligência Extraterrestre. Suleman, 19, era um dos dois filhos de Dawood, além de estudante de administração na Universidade de Strathclyde, em Glasgow.
Hamish Harding, 58, era um empresário e explorador britânico. Além de presidente da Action Aviation, uma empresa de operações aéreas de Dubai, ele foi um dos passageiros de uma missão turística ao espaço conduzida pela Blue Origin, empresa de Jeff Bezos. Hardin também era o dono de diversos recordes mundiais, dentre eles o de maior tempo gasto atravessando a parte mais profunda do oceano em um único mergulho.
Paul-Henri Nargeolet, 77, era um explorador francês e um dos mais renomados especialistas em Titanic no mundo. Além de já ter mergulhado até as ruínas mais de 30 vezes, ele era o diretor da RMS Titanic Inc., empresa americana que detém os direitos de resgate dos artefatos do naufrágio.
O contra-almirante John Mauger da Guarda Costeira dos Estados Unidos afirmou, em coletiva, que as causas do acidente ainda não estão claras, mas que as buscas continuarão para que as famílias das vítimas tenham um esclarecimento do ocorrido.
O veículo, operado pela empresa com sede nos Estados Unidos, começou sua descida submarina às 6h do domingo, no horário local, mas a conexão com o navio na superfície foi perdida alguns minutos após a descida, quando o veículo já estava a uma profundidade de aproximadamente 3300 metros. Guillermo Söhnlein, cofundador da OceanGate, afirmou à BBC que o protocolo no caso de perda de comunicação deveria ser retornar à superfície, o que não aconteceu. Ele disse ainda que se houvesse alguma falha, uma “implosão instantânea” era provável.
Especialistas estimavam que o ar respirável do veículo deveria se esgotar nesta quinta-feira e por isso, militares americanos e canadenses correram contra o tempo para encontrá-lo. França e Reino Unido também enviaram equipes para auxiliar na procura.
Em 2018, um grupo de especialistas que incluía oceanógrafos, executivos de empresas submersíveis e exploradores de águas profundas, alertaram que tinham preocupação com o design da embarcação e temiam que o Titan não tivesse seguido os procedimentos de certificação padrão.