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Projeto liderado pelo Brasil permite que público ajude cientistas a classificar objetos astronômicos

Colaboração internacional pretende mapear o céu do hemisfério Sul

Por Agência Fapesp
7 jan 2025, 11h00

Um novo projeto de ciência cidadã foi lançado na plataforma Zooniverse, um portal de pesquisa científica colaborativa. Intitulada S-PLUS Science Hunters, a iniciativa busca envolver a população na classificação e identificação de diversos objetos astronômicos, utilizando imagens obtidas pelo projeto Southern Photometric Local Universe Survey (S-PLUS).

Essa colaboração internacional liderada pelo Brasil pretende mapear o céu do hemisfério Sul, analisando cerca de 9.300 graus quadrados.

O Science Hunters é resultado de um esforço coletivo de vários profissionais da astronomia, com coordenação de Claudia Mendes de Oliveira, professora do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP).

Em 2021, a ideia de um projeto de ciência cidadã para o S-PLUS foi lançada pela astrônoma Arianna Cortesi, do Observatório do Valongo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que possui experiência no uso da Astronomia para educação infantojuvenil. Cortesi conta que “aplicativos para celular têm um enorme apelo entre crianças e adolescentes. Nos perguntamos: ‘Por que não usar a astronomia aliada à tecnologia para fazer o ensino de ciências mais interessante?’”.

A professora do IAG-USP explica a importância do projeto para levar a astronomia até o público em geral: “O S-PLUS, ao captar imagens de cerca de metade do céu austral, tem um enorme potencial de descoberta de novos corpos celestes. Por meio do projeto de ciência cidadã S-PLUS Science Hunters, os ‘caçadores’, ou seja, qualquer pessoa que queira usar o aplicativo, poderão inspecionar as imagens do mapeamento e fazer suas próprias descobertas”.

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Carlos Eduardo Ferreira Lopes, pesquisador do Instituto Milênio de Astrofísica e líder do projeto, explica que o S-PLUS Science Hunters busca, por meio da colaboração da população, aprimorar os algoritmos automáticos de detecção de imagens astronômicas utilizados pelo mapeamento. “Esperamos construir um conjunto de dados de treinamento robusto a partir dessas classificações. Os resultados permitirão avanços científicos significativos em áreas como, por exemplo, a identificação de asteroides, a evolução de galáxias e a descoberta de fenômenos astrofísicos raros”, diz o astrônomo.

Como funciona

Usuários de todas as partes do mundo, sem necessidade de conhecimentos prévios, podem participar do projeto. O primeiro passo é criar um usuário em Zooniverse.org, que é gratuito. Ao acessar o S-PLUS Science Hunters, será disponibilizado um tutorial — em inglês, espanhol e português —, que explica passo a passo como realizar as classificações. “Este tutorial permite que pessoas de todas as idades possam contribuir para o projeto”, destaca Ferreira.

Por esse guia, serão oferecidas aos usuários imagens de exemplos que mostram como diferentes objetos a serem classificados devem se parecer. Com essas informações e comparando-as com imagens obtidas pelo S-PLUS, os usuários deverão identificar asteroides, galáxias, objetos que emitem em H-Alfa, bolhas de gás coloridas artificialmente com a cor verde, chamados de “objetos verdes”, e outros tipos de objetos sem maiores informações, chamados de “objetos exóticos”, pois não se parecem com os objetos normalmente encontrados no cosmos.

Sobre o objetivo da iniciativa, o astrônomo explica que “essas classificações terão um uso científico direto. Serão utilizadas para a construção de modelos de aprendizado automático que nos ajudarão a identificar objetos astronômicos de interesse. Além disso, os resultados obtidos neste trabalho cidadão serão publicados em um artigo científico”.

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