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A ‘aula’ dos jovens ativistas na Cúpula do Clima da ONU

Grupo de crianças e adolescentes, entre eles Greta Thunberg, deu o tom do encontro e apresentou queixa contra cinco países, incluindo o Brasil

Por Jennifer Ann Thomas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 set 2019, 20h40 •
  • Ao longo desta segunda-feira, 23, durante a Cúpula do Clima das Nações Unidas, que antecede a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, um grupo de dezesseis crianças e adolescentes, com idades entre 8 a 17 anos, chamou a atenção do mundo. A sueca Greta Thunberg, de 16 anos, que começou o movimento Fridays For Future, ao matar aula para protestar sozinha em frente ao Parlamento de seu país todas as sexta-feiras, estava entre eles. O grupo formalizou uma reclamação junto ao Comitê dos Direitos da Criança, na ONU, por meio da qual acusaram cinco líderes regionais – Argentina, Brasil, França, Alemanha e Turquia – de terem conhecimento dos riscos das mudanças climáticas há décadas e não agirem para evitar as consequências.

    De acordo com o engenheiro florestal e coordenador do MapBiomas, Tasso Azevedo, que participou da cúpula em Nova York, os mais jovens definiram o tom da real situação em que o planeta se encontra. “Eles deram uma aula. Estamos naquela fase em que a população está se dando conta de que o problema é realmente muito grande. O senso de urgência surgiu com a presença das crianças e dos adolescentes. Nenhuma outra fala conseguiu capturar o nível de necessidade que temos atualmente”, declarou.

    Frente à ONU, os manifestantes afirmaram que as mudanças climáticas impactaram as suas vidas com mortes por queimadas e inundações, ameaças a modos de vida tradicionais, como a pesca, e prejuízos à saúde, como dengue, malária e asma. Com a reclamação feita, o comitê, composto por dezoito especialistas em direitos da infância, determinará se o documento poderá ser aceito. Se decidirem que sim, buscarão respostas junto aos países indicados pelos jovens e farão recomendações.

    Com 17 anos, a manifestante da África do Sul, Ayakha Melithafa, declarou que “as pessoas mais velhas não estão prestando atenção porque elas não serão tão impactadas. Elas não nos levam a sério, mas queremos mostrar que estamos falando sério”.

    Ao mesmo tempo em que o Brasil foi um dos alvos das críticas apresentadas ao Comitê dos Direitos da Criança, participantes do evento afirmaram que o governo teve pouca presença e abriu mão da possibilidade de ser uma liderança no desenvolvimento de uma economia sustentável. Por sua vez, em vídeo, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, defendeu a presença do país no evento: “O Brasil é o país que mais tem feito no âmbito do Acordo de Paris. Temos o etanol, mudança da nossa matriz energética, uma série de medidas que outros países que nos criticam não fazem”.

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