Receba 4 Revistas em casa por 35,90/mês

Querem dar a Amazônia à grilagem, diz Marina Silva

A ex-senadora criticou, em vídeo postado em suas redes sociais, o decreto do presidente Michel Temer que extinguiu área de conservação na Amazônia

Por Da Redação 26 ago 2017, 17h21

A ex-senadora Marina Silva criticou, em vídeo postado em suas redes sociais nesta sexta-feira, o decreto do presidente Michel Temer que extinguiu área de conservação na Amazônia. Marina chama as ações do governo de “negociatas” e afirma que o país está entregando terras da Amazônia para a grilagem.

Temer extinguiu na última quarta-feira uma área de reserva, na Amazônia, de 47 mil metros quadrados – tamanho equivalente ao do Espírito Santo -, na divisa entre Pará e Amapá, conhecida como Renca (Reserva Nacional de Cobre e seus Associados). A região possui reservas minerais de ouro, ferro e cobre.

 

“O presidente Temer, vergonhosamente, com uma canetada, extingue a Reserva Nacional do Cobre”, afirmou a candidata derrotada na eleição presidencial de 2014.

Marina considerou que o decreto é parte de negociações do governo com o Congresso em busca de apoio. Ela lembrou a votação na Câmara dos Deputados que barrou a denúncia por corrupção contra Temer. Para a ex-senadora, o governo se envolve em “negociatas” com a base no Congresso em troca de apoio.

“Antes, se fazia decreto para criar unidade de conservação, terra indígena, para proteger recursos naturais. Agora estão fazendo decreto para acabar com o que foi feito em governos anteriores”, afirmou.

Continua após a publicidade

Na defesa

O governo, por sua vez, tem tentado se defender das críticas sobre o tema. Na sexta-feira, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que há uma confusão no caso. “Os fatos estão sendo retratados de forma inverídica”, disse Padilha ao Broadcast Político.

Segundo ele, a medida assinada por Temer tem como objetivo regularizar uma situação que já acontecia na reserva. “Antes ela era destinada apenas à exploração de cobre, mas clandestinamente exploravam outros minerais, como ouro. A medida não abre nenhuma área de exploração nova, apenas regulamenta as que hoje já acontecem de forma clandestina”, explicou.

Na quinta-feira, após a modelo brasileira Gisele Bündchen criticar o decreto assinado por Temer por extinguir a Renca, a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República emitiu uma nota para esclarecer o ato do presidente.

Continua após a publicidade

“Como explicita o nome, o que deixou de existir foi uma antiga reserva mineral – e não ambiental. Nenhuma reserva ambiental da Amazônia foi tocada pela medida. A extinção da Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca) não afeta as Unidades de Conservação Federais existentes na área – todas de proteção integral, onde não é permitido a mineração”, alega o governo.

(Com Estadão Conteúdo)

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Duas mulheres sorridentes, uma mais velha com cabelo cacheado e uma mais jovem com cabelo liso, abraçadas, usando camisas brancas, em um fundo claro. À esquerda, um ícone de árvore roxa estilizadaDuas mulheres sorridentes, uma mais jovem com a cabeça apoiada no ombro da outra, ambas vestindo camisas brancas, em um fundo claro com um ícone de árvore roxa à esquerda
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Completo

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).