Operação da polícia do Rio mira quadrilha que roubava dinheiro de contas online
Criminosos de Goiás utilizavam técnicas para acessar computadores de maneira remota
A Polícia Civil do Rio realiza, na manhã desta quarta-feira, 16, uma operação contra uma quadrilha de crimes virtuais. De acordo com a corporação, o grupo utilizava técnicas de apropriação remota do controle de computadores para invadir as contas bancárias das vítimas e roubar parte do saldo. Ao todo, foram bloqueados 480 mil reais dos acusados, que deverão ser monitorados com tornozeleiras eletrônicas. O esquema tinha como beneficiários finais um casal de empresários de Goiás.
As investigações apontam que o grupo fez vítimas em todo o país. Os mandados desta quarta são cumpridos no estado goiano, onde os criminosos têm base, com o apoio de agentes locais. Segundo a Polícia Civil, o bando utilizava “técnicas sofisticadas” para invadir os computadores. O valor bloqueado nesta operação, por exemplo, corresponde a apenas um dos casos.
Nas contas com titularidade dos membros dessa quadrilha, por exemplo, foi verificada uma movimentação de entrada de 1,8 milhão de reais. Desse montante, 800 mil reais foram encaminhados para outras contas, também gerenciadas pelos criminosos. A prática era usada para lavar dinheiro e “maquiar” sua origem ilícita, inclusive com o uso de “laranjas”, além de outras empresas no nome de integrantes da quadrilha, como construtoras e transportadoras.
A atividade acontecia ao menos desde novembro de 2024, com registros de transações milionárias em diferentes estados do Brasil. Já com os valores subtraídos das vítimas, os criminosos compravam veículos de luxo, também registrados em nomes de terceiros.
Golpes do empréstimo consignado
Também nesta quarta, agentes da Polícia Civil fluminense cumprem 13 mandados de busca e apreensão na capital carioca, na Baixada Fluminense e na Costa Verde. Os alvos fazem parte de um grupo especializado em aplicar golpes de empréstimo consignado em idosos. Nesta ação, foram bloqueados 500 mil reais.
Segundo a corporação, os criminosos tinham acesso a dados pessoais das vítimas, e usavam essas informações para aplicarem os golpes. O grupo se passava por uma instituição financeira legal e alegava ter condições mais vantajosas para quitar empréstimos já realizados, oferecendo novas operações. Desse modo, pediam a transferência de valores para suas contas.
Ao menos quatro pessoas foram vítimas do crime e entraram em contato com a polícia. Os agentes atuam nas cidades de Queimados, Nova Iguaçu e Angra dos Reis, além do Rio de Janeiro. Também foram deferidos pedidos para bloqueio de contas e quebra de sigilo de dados dos investigados.







