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Lula chama megaoperação no Rio de ‘matança’

Presidente afirmou ainda que governo federal deve pressionar por investigação paralela sobre ação policial que deixou 121 mortos

Por Valentina Rocha Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 nov 2025, 14h19 • Atualizado em 4 nov 2025, 15h48
  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), descreveu, nesta terça-feira, 4, como “matança” a megaoperação que deixou 121 mortos nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, na última semana. Em entrevista a agências internacionais, ele disse que o governo federal deverá pressionar por uma investigação paralela sobre a ação policial.

    “Vamos ver se a gente consegue fazer essa investigação. Porque a decisão do juiz era uma ordem de prisão, não tinha uma ordem de matança, e houve matança”, declarou o presidente em entrevista a Associated Press e Reuters, em Belém (PA).

    Na ocasião, o presidente também destacou que é preciso verificar as condições em que a ação ocorreu. “Até agora nós temos uma versão contada pela policia, contada pelo governo do estado, e tem gente que quer saber se tudo aquilo aconteceu do jeito que eles falam ou se teve alguma coisa mais delicada na operação”, afirmou.

    Na última semana, o êxito da megaoperação foi alvo de debate entre as autoridades. No Rio, o governador Cláudio Castro (PL) classificou como “um sucesso”. De acordo com ele, as únicas vítimas teriam sido os quatro agentes da polícia mortos nos confrontos.

    Em Belém, Lula teria apontado o descontentamento com os resultados da ação. “O dado concreto é que a operação, do ponto de vista da quantidade de mortes, as pessoas podem considerar um sucesso, mas do ponto de vista da ação do Estado, eu acho que ela foi desastrosa”, disse.

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    Operação Contenção

    Na última terça-feira, 28, pelo menos 2.500 policiais estiveram mobilizados nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte da capital fluminense, com o objetivo de conter a expansão do Comando Vermelho. Segundo o secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, o local teria se tornado um “quartel-general” da facção criminosa, com treinamento de táticas de guerrilha e cooptação de homens.

     

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