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CoronaVac tem eficácia geral de 50,38%, diz Instituto Butantan

A Anvisa exige um percentual mínimo de 50% para aprovar o imunizante

Por Eduardo Gonçalves Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 12 jan 2021, 13h14 • Atualizado em 7 abr 2021, 11h52
  • O Instituto Butantan anunciou nesta terça feira, 12, que a eficácia geral da CoronaVac é de 50,38% verificada em testes realizados no Brasil com mais de 9.000 voluntários. O imunizante foi desenvolvido pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com a instituição que é vinculado ao governo de São Paulo.

    A taxa alcançada está dentro do porcentual mínimo, de 50%, exigido pela Anvisa e recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A agência brasileira está analisando nesta semana um dossiê de 10.000 páginas que foram entregues pelo Butantan – o prazo máximo da análise é de 10 dias.

    Na semana passada, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), divulgou que a vacina do Butantan tinha eficácia clínica de 78% para os casos leves e de 100% para casos graves.

    Apesar da eficácia geral relativamente baixa se comparada a outros imunizantes, os dados dão uma boa amostra de que a vacina é importante para evitar o agravamento dos quadros de Covid-19 e aliviar o sistema de saúde em meio à pandemia. O número é menor porque inclui os voluntários vacinados que testaram positivo para Covid-19 e apresentaram sintomas bem leves.

    O diretor do Butantan, Dimas Covas, declarou que os resultados dos testes provaram que a vacina é “excelente” e “uma das melhores do mundo” por sua facilidade logística (não precisa ser armazenada com gelo seco ou em super congeladores) e a sua capacidade de prevenir casos graves de Covid-19. “É uma vacina esperando para ser usada num país onde 1.000 pessoas morrem por dia. É uma vacina mundial que será produzida em bilhões de unidades”, afirmou Covas.

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    Voluntários

    Sem a presença de Doria, os técnicos do Butantan detalharam os dados da última fase de testes da vacinas neste terça-feira: no grupo de voluntários que receberam o placebo, 167 contraíram a doença, enquanto no grupo de vacinados, 85 foram infectados (daí tiraram a taxa de 50,38%).

    Apenas sete voluntários — todos do grupo placebo e nenhum entre aqueles que receberam a vacina — tiveram complicações com a doença que demandaram internações hospitalares. Nesta classificação, a taxa de 100% pode indicar uma tendência, mas a estatística é insignificante do ponto de vista cientifício pelo pequeno número de casos. Dentre os casos leves, foram 31 do grupo de placebo e sete entre os vacinados, o que resultou na taxa de 78%.

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