Uma semana após a operação da Polícia Federal que fez buscas no Rioprevidência, fundo de aposentadorias dos servidores do estado do Rio, por suspeita de irregularidades em aportes no Banco Master, o governador Cáudio Castro (PL) trocou a diretoria de administração e finanças, o departamento responsável por deliberar sobre a aplicação dos recursos.Alcione Soares Menezes Filho, que estava no cargo desde março de 2024, foi exonerado e substituído por Nicholas Ribeiro da Costa Cardoso, servidor concursado que já ocupou interinamente outras diretorias da autarquia. A decisão foi publicada na quarta-feira, 28, no Diário Oficial do Estado.Na semana passada, o presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, deixou o cargo após ser alvo de buscas da Polícia Federal. Desde então, Alcione ocupava provisoriamente a presidência da instituição. Com a mudança, Nicholas Cardoso assume a direção do fundo.O governador também nomeou Gilson Feliz da Silva para a diretoria de investimentos no lugar de Eucherio Lerner Rodrigues, outro alvo da operação da PF, que já havia deixado o cargo.O fundo de aposentadorias estava sob o comando de Deivis desde 2023. Na gestão dele, foram investidos R$ 970 milhões em letras financeiras do Banco Master. Segundo a PF, essas operações “expuseram o patrimônio da autarquia a risco elevado e incompatível com sua finalidade.” O Rioprevidência alega que todos os investimentos “observaram rigorosamente a legislação vigente e as normas dos órgãos de controle.”As investigações tiveram início em novembro, a partir de uma auditoria do Ministério da Previdência Social, que identificou o crescimento incomum dos investimentos do Rioprevidência no banco de Daniel Vorcaro. A fiscalização apontou a mudança no padrão de investimentos. Segundo o ministério, o movimento foi capturado por métricas de risco e avaliação do comportamento de mercado.