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O fim de uma era? O ar de ineditismo no relatório da COP28

Pela primeira vez, pacto global que apela para a 'transição dos combustíveis fósseis nos sistemas energéticos, de uma forma justa, ordenada e equitativa'

Por Fábio Altman Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 dez 2023, 06h00 • Atualizado em 15 dez 2023, 11h45
  • “A Idade da Pedra não acabou pela falta de pedra, e a Idade do Petróleo acabará muito antes que o mundo fique sem petróleo.” A frase, dita em 1973 pelo xeique Ahmed Zaki Yamani, ministro de Energia da Arábia Saudita, ruidosa naquele tempo de guerra de preços entre os produtores do Oriente Médio e os consumidores do Ocidente, andava um tanto esquecida — mas soa, agora, premonitória, embora muito óleo ainda venha a ser queimado. Na madrugada da quarta-feira 13, as lideranças da Conferência das Partes, a COP28, realizada em Dubai, anunciaram um relatório com um quê de ineditismo: pela primeira vez desde que, há quase trinta anos, as nações se reúnem para tratar das mudanças climáticas, diplomatas de 200 países aprovaram um pacto global que apela explicitamente para a “transição dos combustíveis fósseis nos sistemas energéticos, de uma forma justa, ordenada e equitativa”. Os líderes europeus e de países mais vulneráveis tentaram um texto mais incisivo, em que aparecesse a expressão “eliminação progressiva”. Depois de muito conflito, ela foi subtraída, o que tira um pouco do impacto do documento, mas não seu imenso simbolismo. Foi, enfim, uma vitória do bom senso, das pressões de ativistas, apesar das lacunas — e derrota para os exportadores de petróleo, como a Arábia Saudita e o Iraque, que preferiam ir mais devagar. O enviado dos EUA para o encontro, John Kerry, celebrou o anúncio: “Em um mundo com guerras e os desafios de um planeta que está naufragando, este é um momento em que o multilateralismo tentou definir o bem comum”. É cedo ainda para festejos definitivos, o documento tem poder de orientação apenas, mas foi dado um grande passo de respeito ao ambiente. O xeique Yamani pode ter visto antes o fim de uma era. Vale acompanhar os próximos episódios.

    Publicado em VEJA de 15 de dezembro de 2023, edição nº 2872

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