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Melissa mostra como o aquecimento global está tornando furacões mais violentos e imprevisíveis

Oceano Atlântico 2 °C a 3 °C acima da média alimenta intensificação recorde; autoridades ordenam evacuações em massa e temem inundações catastróficas

Por Ernesto Neves Atualizado em 28 out 2025, 06h15 - Publicado em 27 out 2025, 16h36

O furacão Melissa atingiu nesta segunda-feira (27) a categoria 5, o nível máximo da escala Saffir-Simpson, e avança lentamente em direção à Jamaica, com potencial de causar devastação histórica.

Segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos, os ventos sustentados chegaram a 260 km/h, com rajadas ainda mais intensas.

O fenômeno meteorológico passou de uma tempestade tropical para um furacão de categoria 4 em menos de 24 horas e, logo depois, alcançou o nível 5, numa das mais rápidas intensificações já registradas no Atlântico Norte.

O deslocamento é extremamente lento — cerca de 5 km/h — o que aumenta o risco de chuvas prolongadas, deslizamentos de terra e enchentes em larga escala.

Autoridades jamaicanas ordenaram evacuações em massa nas áreas mais vulneráveis, incluindo regiões da capital Kingston e da histórica Port Royal. Mais de 800 abrigos públicos foram abertos.

A tempestade já deixou ao menos seis mortos em sua passagem pelo Haiti e pela República Dominicana, segundo agências internacionais.

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“Esta será uma tempestade de proporções catastróficas”, afirmou o primeiro-ministro jamaicano Andrew Holness, pedindo que a população “leve a sério” os alertas.

Um furacão alimentado por águas quentes

Meteorologistas apontam que a força incomum da Melissa está ligada ao aquecimento excepcional do Atlântico tropical, que apresenta temperaturas entre 2 °C e 3 °C acima da média.

Essa parte do Atlântico está extremamente quente, cerca de 30 °C, e não é apenas a superfície. As camadas mais profundas também estão aquecidas, criando um reservatório de energia para a tempestade.

O fenômeno se soma a uma tendência preocupante: quatro furacões do Atlântico em 2025 já passaram por intensificação rápida, quando a velocidade dos ventos aumenta em mais de 55 km/h em apenas um dia.

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Essa mudança vem sendo diretamente associada à crise climática provocada pela queima de combustíveis fósseis e pelo acúmulo de gases de efeito estufa.

Segundo a organização Climate Central, o calor extra no Atlântico tornou-se “cerca de 700 vezes mais provável” devido às atividades humanas. “As mudanças climáticas estão transformando nossos padrões meteorológicos”, afirmou Bernadette Woods Placky, meteorologista-chefe da entidade.

“Nem toda tempestade tropical vai se intensificar rapidamente, mas em um mundo mais quente, a probabilidade de isso ocorrer aumenta a cada temporada.”

Efeitos devastadores nas ilhas caribenhas

Modelos de previsão indicam que a Jamaica poderá receber até 1 metro de chuva em algumas regiões, com marés de tempestade elevando o nível do mar em até três metros.

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A expectativa é de deslizamentos generalizados, interrupções de energia e danos severos à infraestrutura costeira.

A Cuba já iniciou a evacuação de cerca de 500 mil pessoas em províncias do leste, como Santiago de Cuba e Guantánamo, que devem ser atingidas na quarta-feira. Em seguida, o sistema deve se deslocar em direção às Bahamas, ainda com força significativa.

“Essas tempestades estão literalmente arrancando pedaços da infraestrutura costeira das ilhas”, diz Placky. “Com os mares subindo e o calor se acumulando nos oceanos, cada furacão se torna potencialmente mais destrutivo.”

A temporada de furacões do Atlântico de 2025, segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), deve registrar entre 13 e 18 tempestades nomeadas, das quais até cinco podem alcançar categoria 3 ou superior.

Depois de um início morno, a previsão vem se confirmando e a Melissa, agora, é o símbolo mais alarmante desse novo padrão climático.

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