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Lula: só governa e indica ministro para o STF quem se elege presidente

Petista faz concessões, mas não perde a chance de reafirmar a sua autoridade diante de expoentes do Centrão

Por Daniel Pereira 22 nov 2025, 16h08

Depois de semanas de espera, o presidente Lula indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, para ministro do Supremo Tribunal Federal, no lugar de Luis Roberto Barroso, agora aposentado. A escolha contrariou o comandante do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e alguns integrantes do STF, que preferiam para a vaga o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O presidente também desconsiderou apelos pela indicação de uma mulher negra para a Corte, o que poderia resultar em mais diversidade, pluralidade e representatividade. De nada adiantou.

O nome de Messias prevaleceu por uma combinação de fatores. Ele é da confiança pessoal de Lula, pré-requisito fundamental para o mandatário. Além disso, é evangélico, o que, em tese, pode ajudar nos esforços empregados para aproximar o presidente desse grupo religioso, que em sua maioria rejeita o governo.

Dono da caneta

Um outro ponto pesou na decisão do presidente. Ciente de que a esquerda é minoritária no Congresso, Lula deu espaços generosos para o Centrão nos ministérios e em estatais. O poderoso ex-presidente da Câmara Arthur Lira levou a Caixa. O influente Alcolumbre tem dois ministérios. Lula entregou mais do que gostaria, mas menos do que a confraria parlamentar queria.

Lira, por exemplo, quis dar o Ministério da Saúde para um colega de partido, mas não conseguiu. Alcolumbre sonhava com um aliado no Supremo e também fracassou. O motivo é simples: Lula cede, mas sempre que pode reforça aos assessores que quem governa o país é ele, que não abre mão de suas prerrogativas, por maior que seja a pressão em sentido contrário.

Toda vez que é confrontado ou aconselhado a seguir um rumo do qual discorda, o petista responde de pronto: “ganhe uma eleição presidencial que a gente conversa”. A reação nem sempre é amistosa no Congresso, que acumulou poder nos últimos anos. Alcolumbre anunciou a votação de uma pauta-bomba após a escolha de Messias. O recado é claro e pode ser traduzido da seguinte forma: “senhor presidente, agora mostre poder também para conquistar votos no plenário”.  

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