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Ucrânia aceita base de plano dos EUA para encerrar guerra com a Rússia

Kiev espera concluir etapas finais do documento para firmar acordo ainda em novembro, segundo secretário de Segurança Nacional

Por Caio Saad Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 25 nov 2025, 13h45 - Publicado em 25 nov 2025, 10h26

A Ucrânia aceitou nesta terça-feira, 25, a base de uma proposta de paz mediada pelos Estados Unidos para encerar a guerra com a Rússia, segundo o secretário de Segurança Nacional ucraniano, Rustem Umerov.

“Agradecemos as reuniões produtivas e construtivas realizadas em Genebra entre as delegações da Ucrânia e dos EUA, bem como os esforços firmes do Presidente Trump para pôr fim à guerra”, disse em publicação nas redes sociais. “Nossas delegações chegaram a um entendimento comum sobre os termos essenciais do acordo discutido em Genebra”.

Agora, segundo Umerov, Kiev espera apoio de parceiros europeus para as “próximas etapas” e espera organizar uma visita do presidente Volodymyr Zelensky aos Estados Unidos “na data mais conveniente de novembro” para concluir etapas finais do documento e firmar um acordo.

À imprensa americana, uma autoridade que participou das negociações confirmou que a delegação ucrania concordou com os EUA sobre os termos de um possível acordo de paz, embora alguns detalhes ainda tenham que ser trabalhados.

Mais cedo, também em publicação nas redes sociais, Zelensky disse ver “muitas perspectivas que podem tornar o caminho para a paz uma realidade”, mas ressaltou que há “ainda muito trabalho pela frente”.

Nesta terça, como parte de um novo e intenso esforço do governo Trump para encerrar a guerra, o secretário do Exército americano, Dan Driscoll, realizou uma reunião com autoridades russas em Abu Dhabi.

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As tratativas ocorrem após Trump apresentar um plano de paz costurado com Moscou, que o governo ucraniano considerou inaceitável. Washington e Kiev iniciaram negociações no último domingo para reduzir as divergências, mas questões centrais seguem sem solução. A Ucrânia e seus aliados europeus se preocupam de que o país seja pressionado a aceitar um acordo nos termos do Kremlin.

A Rússia diz não ter sido informada sobre mudanças feitas pelos EUA e Ucrânia e, segundo o chanceler russo, Sergei Lavrov, alguns pontos são inegociáveis e relembrou pontos acordados durante encontro entre Trump e Vladimir Putin em agosto. Na ocasião, o presidente americano mostrou disposição em reconhecer a Crimeia, anexada ilegalmente por Moscou em 2014, e em uma possível cessão de territórios ucranianos.

Segundo a emissora americana ABC News, o plano de paz de 28 pontos apresentado pelos EUA teria sido revisado para 19 pontos, que não inclui mais a questão da anistia para atos cometidos durante a guerra, assim como limites para o tamanho das Forças Armadas ucranianas no futuro.

A natureza exata das conversas em Abu Dhabi, que não foram anunciadas ao público, mas confirmadas pela agência de notícias Reuters, não ficou clara. Também não se sabe quem compôs a delegação russa. Em condição de anonimato, uma autoridade americana disse ainda à agência que Driscoll, que se tornou um dos principais nomes no recente esforço diplomático dos Estados Unidos, também se reuniria com autoridades ucranianas na capital dos Emirados Árabes.

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Enquanto isso, a capital ucraniana, Kiev, foi atingida por uma saraivada de mísseis e centenas de drones durante a madrugada, em um ataque amplo que matou pelo menos seis pessoas. Habitantes da cidade foram obrigados a se abrigarem em locais subterrâneos, como estações de metrô, vestindo enormes casacos de inverno para se proteger do frio do inverno que se aproxima.

Impasse

Na segunda-feira, Zelensky afirmou que a versão mais recente do plano de paz proposto pelo governo Trump incorporou pontos “corretos” após negociações no final de semana em Genebra, mas sublinhou que questões sensíveis ainda precisavam ser discutidas com o presidente dos Estados Unidos. Ele reconheceu que o processo de elaboração de um documento final seria difícil.

O Kremlin, por sua vez, afirmou que ainda não tinha nada a declarar sobre as notícias da reunião em Abu Dhabi.

“Atualmente, a única coisa substancial é o projeto americano, o projeto Trump”, disse o porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov. “Acreditamos que isso poderá se tornar uma base muito boa para as negociações.”

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A política dos Estados Unidos em relação à guerra no Leste Europeu tem oscilado nos últimos meses.

Em agosto, uma cúpula organizada às pressas entre Trump e o presidente Vladimir Putin, no Alasca, gerou preocupações em Kiev e nas capitais europeias de que a Casa Branca pudesse aceitar muitas das exigências russas, embora, no fim das contas, tenha resultado em mais pressão americana sobre a Rússia.

Já a mais recente proposta de paz dos Estados Unidos, um plano de 28 pontos divulgado na semana passada, pegou muitos em Kiev e na Europa de surpresa e reacendeu o temor de que Trump estaria disposto a pressionar a Ucrânia a assinar um acordo desfavorável.

O plano exigiria que Kiev cedesse território, aceitasse restrições ao tamanho de suas Forças Armadas e fosse impedida de ingressar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) – condições que os ucranianos consideram equivalentes a uma rendição. A pressão repentina aumenta a tensão no governo de Volodymyr Zelenskiy, que se encontra agora em seu momento mais vulnerável desde o início da guerra, após um escândalo de corrupção que levou à demissão de dois de seus ministros. Enquanto isso, a Rússia faz avanços lentos, mas consistentes, no campo de batalha.

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O alerta de Macron

Um grupo de países que apoiam a Ucrânia, conhecido como a “coalizão dos dispostos” e liderado pelo Reino Unido e a França, deve realizar uma reunião virtual nesta terça-feira.

“Vemos uma iniciativa que vai na direção certa: a paz. No entanto, há aspectos desse plano que merecem ser discutidos, negociados e aprimorados”, disse o presidente francês, Emmanuel Macron, à rádio RTL sobre o roteiro apresentado pelos Estados Unidos. “Queremos a paz, mas não queremos uma paz que seja uma capitulação.”

Ele acrescentou que somente os ucranianos podem decidir quais concessões territoriais estão dispostos a fazer.

“O que foi colocado à mesa nos dá uma ideia do que seria aceitável para os russos. Isso significa que é o que deve ser aceito pelos ucranianos e pelos europeus? A resposta é não”, acrescentou o líder da França.

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