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EUA abrem negociação na ONU sobre força internacional e novo governo de Gaza

Governo Trump diz ter apoio de quase todos os países da região para proposta de resolução que colocaria 20 mil soldados estrangeiros no enclave

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 6 nov 2025, 16h54 - Publicado em 6 nov 2025, 16h13

O Conselho de Segurança das Nações Unidas iniciará nesta quinta-feira, 6, as negociações sobre as etapas mais espinhosas do roteiro para a paz na Faixa de Gaza, idealizado pelo governo de Donald Trump nos Estados Unidos. Entre elas estão a criação de um governo de transição composto por tecnocratas palestinos e de uma força militar internacional para estabilizar e proteger o enclave.

Washington distribuiu a minuta da resolução aos 15 membros do conselho na noite de quarta-feira 5 e já afirmou ter apoio regional do Egito, Catar, Arábia Saudita, Turquia e Emirados Árabes Unidos para o texto.

“A mensagem é: se a região está conosco, acreditamos que o conselho inteiro também deveria estar”, afirmou um funcionário do governo americano à Reuters, acrescentando que sua delegação busca agir com velocidade — “estamos falando de semanas, não meses”.

É preciso no mínimo nove votos para que resoluções sejam aprovadas no órgão, e nenhum veto dos membros permanentes (Rússia, China, França, Reino Unido e Estados Unidos). A mesma autoridade americana afirmou que não espera obstrução por parte de Pequim e Moscou, e que este “é o plano de paz mais promissor em uma geração”.

Força internacional

O projeto de resolução, visto pela Reuters, autorizaria a formação de um “Conselho de Paz” encabeçado por Trump, como esperado, ao qual se somariam nomes como o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair. Esse grupo selecionaria uma junta de técnicos palestinos para tocar o dia a dia no enclave por dois anos, e autorizaria o estabelecimento temporário de uma Força Internacional de Estabilização (ISF, na sigla em inglês), que poderia “usar todas as medidas necessárias” — termo que se refere a vias militares — para cumprir sua função.

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A ISF reuniria 20 mil soldados autorizados a proteger civis e operações de ajuda humanitária, trabalhar para garantir a segurança das áreas de fronteira com Israel e treinar uma nova “força policial palestina aprovada”. Ela também garantirá “o processo de desmilitarização da Faixa de Gaza, incluindo a destruição e a prevenção da reconstrução da infraestrutura militar, terrorista e ofensiva, bem como o desarmamento permanente de grupos armados não estatais”, segundo a minuta.

Trump descartou o envio de soldados americanos para compor a ISF, mas seu governo negocia a participação de países como Indonésia, Emirados Árabes Unidos, Egito, Catar, Azerbaijão e Turquia — embora Israel tenha rejeitado no mês passado a participação dos turcos, veementes críticos das ações israelenses em Gaza.

O projeto de resolução concederia à ISF autoridade para desarmar o Hamas, mas, segundo oficiais ouvidos pela Reuters, os Estados Unidos ainda esperam que o grupo palestino “cumpra sua parte no acordo” e entregue suas armas por decisão própria. Os combatentes não indicaram estar dispostos a cumprir a exigência, por ora.

Israel e Hamas concordaram, há um mês, com a primeira fase do plano de 20 pontos para a paz em Gaza apresentado por Trump, produzindo um cessar-fogo frágil que encerrou dois anos de guerra no enclave e incluiu um acordo para a libertação de reféns. O roteiro do presidente americano está anexado à proposta de resolução do Conselho de Segurança da ONU.

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