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Alemanha cancela leilão de artefatos do Holocausto para ‘evitar escândalo’

Decisão veio na esteira de reclamações de sobreviventes do nazismo; Coleção contém mais de 600 itens, incluindo cartas escritas em campos de concentração

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 17 nov 2025, 10h12 - Publicado em 17 nov 2025, 10h12

A Alemanha cancelou um leilão de artefatos do Holocausto que estava marcado para esta segunda-feira, 17, e havia gerado muita polêmica na esteira de uma série de reclamações de sobreviventes do nazismo.

O ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radoslaw Sikorski, comunicou no domingo 17 que o evento “ofensivo” foi suspenso, repassando informações de seu homólogo alemão. Em uma postagem no X (ex-Twitter), Sikorski disse que ele e o chanceler da Alemanha, Johann Wadephul, “concordaram que tal escândalo deve ser evitado”. O chefe da diplomacia polonesa agradeceu a Berlim pela decisão.

Anteriormente, um grupo de sobreviventes do Holocausto havia pedido que a casa de leilões alemã Felzmann cancelasse a venda de centenas de artefatos do Holocausto, incluindo cartas escritas por prisioneiros e outros documentos que identificam muitas pessoas pelo nome.

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Uma lista de informações sobre o evento no site da Auktionhaus Felzmann, publicada na manhã de domingo, já não estava mais disponível no meio da tarde do mesmo dia. A casa não se pronunciou a respeito da medida.

“Empreitada cínica”

A coleção de mais de 600 itens que seriam leiloados em Neuss, no oeste de Berlim, além das cartas de judeus presos em campos nazistas, contém fichas da Gestapo e outros documentos de colaboradores do regime de Adolf Hitler, informou a agência de notícias alemã DPA. O leilão foi intitulado “O Sistema do Terror”.

“Para as vítimas da perseguição nazista e sobreviventes do Holocausto, este leilão é uma empreitada cínica e vergonhosa que os deixa indignados e sem palavras”, declarou Christoph Heubner, vice-presidente executivo do Comitê Internacional de Auschwitz, um grupo de sobreviventes com sede em Berlim, em um comunicado no último sábado.

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“Sua história e o sofrimento de todos os perseguidos e assassinados pelos nazistas estão sendo explorados para fins comerciais”, acrescentou ele. Segundo o Comitê Internacional de Auschwitz, nomes de vítimas eram identificáveis ​​em muitos dos documentos.

Heubner disse que tais documentos  “pertencem às famílias das vítimas”.

“Eles deveriam ser exibidos em museus ou exposições memoriais, e não degradados a meras mercadorias”, ele sublinhou, instando que o leilão fosse cancelado.

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