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Saiba por que o Haiti, classificado para a Copa do Mundo de 2026, não pode jogar em casa

A classificação, conquistada na terça-feira, 18, veio com uma vitória por 2 a 0 sobre a Nicarágua, na última rodada do Grupo C das eliminatórias da Concacaf

Por Alessandro Giannini Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 19 nov 2025, 10h18 - Publicado em 19 nov 2025, 09h59

A seleção de futebol do Haiti garantiu sua vaga para a Copa do Mundo de 2026, regressando à elite do futebol mundial após 52 anos. A classificação, conquistada na terça-feira, 18, veio com uma vitória por 2 a 0 sobre a Nicarágua, na última rodada do Grupo C das eliminatórias da Concacaf. O Haiti jogará seu segundo Mundial, repetindo a façanha de sua única participação anterior, na Alemanha em 1974.

A vitória decisiva foi assegurada pelos gols de Louicius Deedson, aos 9 minutos, e Ruben Providence, aos 45 minutos. Com o resultado, a seleção caribenha, dirigida pelo francês Sébastien Migné, venceu o Grupo C com 11 pontos, superando Honduras (9 pontos) e Costa Rica (7 pontos), que empataram no outro confronto.

A classificação é coroada de sucesso, mas ocorreu após uma campanha atípica, marcada pela impossibilidade de a seleção jogar em seu próprio país. Devido à grave crise social e aos problemas de segurança que assolam o Haiti, a equipe foi forçada a exercer o mando de campo no Estádio Ergilio Sato, em Curaçao, a mais de 800 quilômetros de distância.

Crise de segurança

A capital, Porto Príncipe, sofre com a violência de gangues armadas que controlam ao menos 90% da região metropolitana. O principal estádio de futebol do país, o Stade Sylvio Cator, está abandonado e sob o domínio desses grupos desde fevereiro de 2024. A situação de perigo é tamanha que Sébastien Migné, o técnico que guiou o Haiti ao Mundial, nunca pôs os pés na nação desde sua nomeação, 18 meses antes. Migné teve que gerenciar a equipe remotamente, baseando-se em informações fornecidas por dirigentes da federação haitiana.

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Apesar de ser um dos países menos desenvolvidos do mundo, o Haiti encontrou no futebol um dos poucos pontos de união para toda a população. A classificação histórica ocorreu justamente quando o país celebrava o 222º aniversário da batalha de Vertières, que garantiu a independência da França.

Nas cidades, as celebrações foram intensas. Em Porto Príncipe, torcedores foram vistos dançando nas ruas e assistindo ao jogo pela televisão. O êxito é visto por muitos como um símbolo de resiliência em meio à adversidade. O Haiti agora se junta a Panamá e Curaçao como representantes da Concacaf no torneio que será sediado no Canadá, Estados Unidos e México.

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