Ao empatar com a Tunísia, Ancelotti fecha ano na seleção brasileira com ajustes a fazer
Apesar de tudo, técnico italiano organizou o time, devolveu identidade à camisa e colocou Estevão para jogar e brilhar
Com um empate em 1 a 1 diante da Tunísia, na França, Carlo Ancelotti encerra seu trabalho à frente da seleção brasileira em 2025. Apesar da performance ruim no amistoso, Ancelotti até agora teve um desempenho geral misto, com um saldo positivo, mas ainda com muitos desafios a superar. Um deles é acabar com a oscilação e encontrar uma formação que não lhe traga surpresas desagradáveis como a desta terça-feira, 18.
Até o momento, Ancelotti comandou a seleção brasileira em oito jogos, com um retrospecto de 4 vitórias, 2 empates e 2 derrotas. A seleção marcou 15 gols e sofreu 5, porém, 5 dos tentos canarinhos vieram em um único amistoso, o que pode distorcer a percepção geral dos resultados. Nas partidas oficiais, os números são mais modestos, com poucos gols marcados e algumas dificuldades especialmente em jogos fora de casa.
Ancelotti tem tentado imprimir uma identidade competitiva e variada na seleção, buscando revolucionar o estilo de jogo e corrigir erros que afetaram seus antecessores. No mais, o técnico italiano organizou o time, devolveu identidade à camisa canarinho e colocou Estevão para jogar e brilhar — além de abrir mão de Neymar, no que fez muito bem.
Como foi o amistoso
O primeiro tempo começou quente, com a Tunísia jogando no modo “final de Copa do Mundo”. Enquanto o Brasil se organizava em transições longas, os tunisianos se postaram firmes na defesa esperando para dar o bote e iniciar o contra-ataque, na maior parte das vezes com Abdi pela esquerda. Num destes lances, o Camisa 2 da Tunísia aproveitou erro de Wesley e disparou para lançar na área Mistouri, que dominou e finalizou na saída de Bento para abrir o placar aos 22 minutos. Aos 42 minutos, com auxílio do VAR, o árbitro marcou pênalti que não houve para o Brasil, por um toque de mão de Bronn na área. Estêvão cobrou bem e empatou a partida.
O segundo tempo não foi melhor, muito ao contrário. No intervalo, entraram Danilo e Vitor Roque. O atacante do Palmeiras teve atuação apagada, e só teve real protagonismo quando roubou a bola de Sassi na área e sofreu pênalti, aos 32 minutos. Na cobrança, por ordem de Carlo Ancelotti, Lucas Paquetá bateu no lugar de Estêvão e mandou por cima do travessão.
A seleção brasileira sob Ancelotti
05/06 – Eliminatórias Copa 2026 – Equador x Brasil – 0 x 0 (Empate)
10/06 – Eliminatórias Copa 2026 – Brasil x Paraguai – 1 x 0 (Vitória)
04/09 – Eliminatórias Copa 2026 – Brasil x Chile – 3 x 0 (Vitória)
09/09 – Eliminatórias Copa 2026 – Bolívia x Brasil – 1 x 0 (Derrota)
10/10 – Amistoso – Coreia do Sul x Brasil – 0 x 5 (Vitória)
14/10 – Amistoso – Japão x Brasil – 3 x 2 (Derrota)
15/11 – Amistoso – Brasil x Senegal – 2 x 0 (Vitória)
18/11 – Amistoso – Brasil x Tunísia – 1 x 1 (Empate)
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