Os setores mais afetados pela escassez de mão de obra qualificada
País está em 7º lugar no ranking global de países com falta de mão de obra qualificada; avanço tecnológico é uma das principais causas

A pesquisa Escassez de Talentos da organização ManpowerGroup revelou que 81% das companhias brasileiras reclamam de dificuldades para encontrar profissionais com as competências consideradas necessárias. No ranking global, o Brasil é o sétimo país no mundo que mais passa por essa situação. As três primeiras posições ficam com a Alemanha, Israel e Portugal, respectivamente.
Wilma Dal Col, diretora de Recursos Humanos no ManpowerGroup, afirma que o cenário se dá por fatores como o rápido avanço tecnológico, que afeta a compreensão dos requisitos necessários do que se precisa fazer e aprender, as mudanças demográficas, a globalização e a crescente complexidade das demandas organizacionais. De acordo com o estudo, os setores mais afetados pela questão tortuosa da empregabilidade no Brasil são: transporte, logística e automotivo, que são 91% afetadas; finanças e imobiliário, com 86%; energia e serviços de utilidade pública, com 85%; e tecnologia da informação, com 84%.
O levantamento também apurou a escassez de talentos nos diferentes Estados brasileiros. São Paulo possui o maior índice: 84% dos recrutadores relatam dificuldades em encontrar profissionais com as competências necessárias. O ranking é seguido por Minas Gerais, com 84% dos empregadores relatando esse desafio, e Paraná, com 75%.
Dal Col explica que um dos planos que as empresas do país podem seguir para lidar com a problemática é investir nos próprios funcionários já alocados na companhia, em vez de buscar novos profissionais no mercado. Além disso, outras medidas frequentemente adotadas são a flexibilidade de modelos de trabalho — como híbrido e remoto —, flexibilização de horários, ajustes salariais para maior competitividade, anúncios pagos para divulgação de vagas e a terceirização de funções.