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O que Facebook, Instagram e X querem de Trump, seu novo queridinho

Em um passado recente, relação entre eles era de inimizade

Por Camila Barros Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 21 jan 2025, 16h33 - Publicado em 21 jan 2025, 14h14

Durante a posse de Donald Trump na segunda-feira, 20, os CEOs das principais empresas de tecnologia dos Estados Unidos ocupavam posições de destaque: Mark Zuckerberg, da Meta, Jeff Bezos, fundador da Amazon, Elon Musk, proprietário da rede social X, Sundar Pichai, do Google, e Tim Cook, da Apple, estavam entre os presentes. O evento consolidou o apoio do Vale do Silício ao governo republicano, uma aproximação que já era construída havia meses.

Esquecendo o passado de caneladas, quando chegou a ser banido do X, Facebook e Instagram, Trump e as big techs agora se unem em torno de uma agenda comum: o afrouxamento das políticas de regulação das redes sociais e de moderação de conteúdo — medidas que, segundo eles, comprometem a liberdade de expressão on-line.

O caso mais emblemático é o de Elon Musk, dono da rede social X. O bilionário foi o maior doador da campanha de Trump, injetando mais de 250 milhões de dólares em sua candidatura. Depois de eleito, Trump deu a Musk o cargo de chefe do Departamento de Eficiência Governamental, responsável por aconselhar o presidente sobre corte de gastos públicos.

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Mais recentemente, Mark Zuckerbeg, CEO da Meta, também fez acenos públicos de apoio ao presidente. Em um vídeo publicado no início de janeiro, o executivo anunciou o fim do programa de checagem independente de fatos no Facebook e no Instagram. Na ocasião, ele afirmou que os moderadores estavam sendo “muito tendenciosos politicamente” e que era “hora de voltar às nossas raízes, em torno da liberdade de expressão” (em um óbvio aceno a Trump, que elogiou a medida). Poucos dias antes, a Meta havia anunciado Dana White, CEO do Ultimate Fighting Championship (UFC) e amigo de Trump, como novo membro do conselho da empresa.

Até mesmo a ByteDance, empresa chinesa dona do TikTok, tem estreitado laços com o republicano. Após voltar ao ar no domingo, 21, a plataforma cumprimentou os americanos: “Como resultado dos esforços do presidente Donald Trump, o TikTok está de volta aos Estados Unidos”. A plataforma havia sido banida do território americano por determinação de uma lei aprovada em abril de 2024, pelo ex-presidente Joe Biden. Fruto de suspeitas de espionagem da China, a medida determinava que o aplicativo fosse vendido a uma empresa não chinesa ou seria bloqueado nos EUA.

Trump, por outro lado, decidiu se afastar do tom combativo. Ainda em seu primeiro dia de mandato, ele assinou uma ordem executiva que mantém a rede social ativa no país por mais 75 dias período em que negociará os termos de um acordo que prevê vender metade da plataforma para uma empresa americana.

Mesmo entre as companhias menos vocais, o republicano recebeu sinalizações de apoio: além da Meta, a Amazon, o Google e a Microsoft doaram 1 milhão de dólares cada para sua cerimônia de posse. O tom amigável entre Trump e as gigantes do Vale do Silício, no entanto, é recente.

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Trump e as redes sociais: um passado conturbado

Conhecido por criticar políticas de moderação de conteúdo, Trump já se opôs às principais big techs em um passado recente. Durante a campanha, ele citou Zuckerberg como um dos envolvidos no que chamou de “fraude eleitoral de 2020”. Além disso, chamou o Google de “muito ruim” e acusou a empresa de manipular resultados de pesquisas durante as eleições.

O relacionamento conturbado vinha de anos. Em janeiro de 2021, após as invasões do Capitólio, Trump foi banido do antigo Twitter por chamar os invasores de “patriotas”. Na época, o republicano fundou sua própria rede social, a Truth Social, que segue sendo sua principal plataforma. Ele só foi reintegrado ao Twitter no fim de 2022, quando a plataforma foi adquirida por Musk e rebatizada como X.

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