ASSINE VEJA NEGÓCIOS

O que esperar do resultado da inflação de novembro

Projeções indicam pressão dos serviços, efeito da Black Friday e desafios no núcleo antes da divulgação oficial do IBGE

Por Camila Pati Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 dez 2025, 11h34 | Atualizado em 9 dez 2025, 11h35
O que esperar do resultado da inflação de novembro Priorizar nos meus resultados Google

O IPCA de novembro será divulgado nesta quarta-feira, 10 pelo IBGE. O resultado vem após a desaceleração de outubro, com 0,09%, o menor resultado para o mês desde 1998. A inflação acumula 3,73% no ano e 4,68% em 12 meses e tem sido responsável pela política monetária restritiva que deixa o país com as maiores taxas de juros do mundo.

A prévia da inflação do mês, o IPCA-15, foi de 0,20%, acima das estimativas de mercado, puxada por aumentos nos preços de hospedagens e pacotes turísticos, que influenciaram a alta nas despesas pessoais. Um efeito  inflacionário atribuído à COP-30, em Belém (PA).

Para novembro, o consenso aponta retomada da pressão inflacionária. Pedro Cutolo, CFA, estrategista da ONE Wealth Management, espera alta acima da mediana projetada pelo mercado: “Devemos observar em novembro uma elevação da inflação em relação a outubro, quando os preços ao consumidor tiveram elevação de apenas 0,09%, e provavelmente maior do que a mediana das expectativas de 0,2% compiladas pelo Bacen, em torno de 0,22%, considerando o que observamos no IPCA-15 e no IPC-DI.”

O Banco Daycoval projeta movimento semelhante. O DPEc, departamento de pesquisas econômicas da instituição, estima que o IPCA de novembro deve subir 0,20%, com pressão concentrada em serviços, especialmente pela forte alta das passagens aéreas. As reduções de preços em alimentos e bens industriais, influenciadas pelos descontos da Black Friday, devem conter parte da alta.

A instituição prevê inflação de 4,5% no fim do ano, com viés de baixa, e mantém a projeção de Selic em 15% até dezembro. A análise destaca ainda que itens sensíveis ao ciclo econômico, especialmente os intensivos em trabalho, devem seguir em patamar elevado. O núcleo de serviços, embora mostrando desaceleração na comparação anual, continua sendo um desafio para a política monetária. Nos administrados, energia elétrica e planos de saúde devem pressionar para cima, movimento compensado pela deflação da gasolina.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Duas mulheres sorridentes, uma mais velha com cabelo cacheado e uma mais jovem com cabelo liso, abraçadas, usando camisas brancas, em um fundo claro. À esquerda, um ícone de árvore roxa estilizadaDuas mulheres sorridentes, uma mais jovem com a cabeça apoiada no ombro da outra, ambas vestindo camisas brancas, em um fundo claro com um ícone de árvore roxa à esquerda
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Completo

O mercado não espera ¿ e você também não pode!
Com a Veja Negócios Digital , você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 52% OFF

Revista em Casa + Digital Completo

Veja Negócios impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 12,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).