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O clima às vésperas da reunião do governo Lula com Marco Rubio sobre o tarifaço

Em entrevista ao programa Mercado, de VEJA, André Galhardo diz que fala de Trump fortalece Vieira e pode abrir espaço para revisão de tarifas

Por Redação 15 out 2025, 16h47

A recente sinalização de Donald Trump a favor de uma reaproximação com o Brasil, reafirmando a ‘conversa muito boa’ com Lula, foi recebida como um alívio diplomático em Brasília e no Itamaraty. A avaliação é do economista-chefe do Análise Econômica, André Galhardo, em entrevista ao programa Mercado, do site de VEJA, apresentado por Veruska Donato.

Segundo Galhardo, a mudança de tom do presidente americano reforça a posição do chanceler Mauro Vieira, que está em Washington para tentar destravar a pauta comercial com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

“A fala de Trump dá mais gás para o chanceler. O Brasil chega às conversas com um clima mais favorável e mais confiante”, afirmou o economista.

Tarifa extra em negociação

Galhardo lembrou que o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, também indicou disposição para negociar a suspensão da tarifa adicional de 40% imposta aos produtos brasileiros, o que deixaria em vigor apenas a alíquota padrão de 10% aplicada a outros países.

“Essa suspensão seria um passo importante para o reequilíbrio das relações comerciais. Alckmin tem defendido um canal de diálogo técnico, e não ideológico, com os americanos”, explicou.

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Marco Rubio e o papel de Trump

Embora Rubio seja visto como um político conservador, Galhardo acredita que ele atuará de forma pragmática, refletindo os interesses da administração Trump em busca de estabilidade econômica e comercial.

“Rubio tem um alinhamento ideológico mais distante do Brasil, mas ele certamente vai representar o pensamento do governo americano. O importante é que as falas recentes de Trump mostram um caminho mais sereno, menos conturbado”, avaliou.

Impacto direto nas empresas

Para o economista, o ponto central das tratativas não está apenas nas relações diplomáticas, mas nos efeitos concretos sobre o comércio entre empresas brasileiras e americanas.

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“O que realmente importa é o relacionamento entre companhias dos dois países. Milhares de empregos no Brasil dependem dessa interação comercial. Se o ambiente político se acalmar, o setor produtivo ganha fôlego”, destacou.

Perspectiva de moderação

Galhardo concluiu que a nova fase de diálogo entre Brasília e Washington pode abrir espaço para negociações mais pragmáticas e menos ideológicas.

“Ainda é preciso moderar as expectativas e entender o que Trump realmente quer, mas o sinal é positivo. Há uma chance de construir uma relação mais previsível, o que já é um avanço importante”, disse.

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