Nvidia e AMD devem pagar aos EUA 15% das receitas com vendas à China
Acordo deve garantir às companhias licença de exportação ao país asiático — isso após os EUA ter embargado as vendas aos chineses

Num arranjo considerado bastante esquisito pelo mercado financeiro, as fabricantes de super chips Nvidia e AMD aceitaram dividir com o governo americano 15% das receitas obtidas com a venda de componentes para a China. O acordo deve garantir às companhias licença de exportação ao país asiático — isso após os EUA ter embargado as vendas por motivos geopolíticos.
As ações da Nvidia recuam quase 1% no pré-mercado nesta segunda, enquanto os papéis da AMD caem quase 2%.
A trégua comercial entre China e Estados Unidos se encerra nesta terça, sem que haja clareza se as tarifas voltarão à escala equivalente a um embargo tarifário.
Ainda assim, a semana começa devagar nos mercados financeiros globais. Enquanto os futuros das bolsas americanas têm leve alta, as bolsas europeias recuam. A agenda da segunda-feira é fraca.
No Brasil, o governo fecha os últimos detalhes do plano de socorro aos setores afetados pelas tarifas comerciais de Trump, enquanto tenta abrir junto aos americanos uma negociação para exceções a alíquotas sobre carne e café.
A agenda doméstica também tem poucos destaques. A Secex divulga a balança comercial da semana passada, dado que em geral tem pouca relevância. Nesta semana, porém, o resultado mostra o impacto da entrada em vigor das alíquotas de Trump sobre o Brasil. Após o fechamento, sai nova rodada de balanços.
Agenda do dia
8h25: BC divulga Relatório Focus
10h30: Galípolo fará palestra na Associação Comercial de SP
15h: Secex divulga balança comercial semanal
17h: Lula discute plano de contingência com Alckmin
18h: Galípolo terá reunião com Febraban e grandes bancos
Balanços
Após o fechamento: Sabesp, Natura, Marisa, Direcional, Even, Itaúsa, Localiza, Vamos e Vibra Energia
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