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Lula se reúne com Haddad e Rui Costa para discutir preços dos alimentos

Categoria deve registrar nova alta significativa no IPCA-15, que será divulgado nesta sexta-feira

Por Camila Barros Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 24 jan 2025, 11h27 - Publicado em 24 jan 2025, 08h15

Na manhã desta sexta-feira 24, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o IPCA-15 de janeiro. A expectativa é de que a prévia da inflação recue 0,01% no mês, uma desaceleração ante o 0,34% de dezembro.

Só que o preço dos alimentos, em alta de 1,47% em dezembro, deve continuar pressionando a cesta básica. Uma pesquisa do Broadcast com analistas de mercado indica que a categoria pode avançar 1,44% no índice divulgado hoje.

No acumulado de 2024, os alimentos encareceram duros 7,69%, impulsionados principalmente pelo preço da carne (21%), do café (39%) e do óleo de soja (29%). Isso tem a ver com uma sequência de crises climáticas — como as enchentes no Rio Grande do Sul e a seca nas regiões Norte e Centro-Oeste — que comprometeram a produção e a colheita.

No fim do ano, a disparada do dólar agravou o cenário: com a moeda americana em alta, os produtores brasileiros, em geral, priorizam as exportações em vez do mercado interno. Isso reduz a oferta e, consequentemente, eleva os preços nos supermercados.

Isso tem causado dores de cabeça à equipe de Lula, que avalia que o aumento da inflação tem corroído a popularidade do presidente. Por isso, já são estudadas medidas para tentar conter novas altas.

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Na quarta-feira, o Ministro da Casa Civil, Rui Costa, sinalizou que o governo faria “intervenções” para reduzir a inflação de alimentos, acatando sugestões enviadas pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Depois da repercussão negativa, o ministro voltou atrás, dizendo que as medidas ainda estão sendo avaliadas e que não haverá intervenção direta.

Ontem, Haddad reforçou que não há planos de mexer diretamente nos valores, negando boatos de que o governo pretende relaxar a política fiscal para conter os preços. “Ninguém está pensando em utilizar espaço fiscal para esse tipo de coisa”, disse a jornalistas.

Segundo o ministro, a única proposta considerada pelo governo é a melhoria do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). O tradicional programa, criado em 1976, busca incentivar que empresas forneçam alimentação a seus funcionários — principalmente para trabalhadores de baixa renda.

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Nesta manhã, o presidente Lula tem reunião marcada com Haddad e Rui Costa para tratar da alta dos alimentos — e evitar uma nova crise de comunicação no governo. A ver os próximos passos.

Agenda do dia

8h30: BC divulga balanço de pagamentos de dezembro

9h: IBGE divulga IPCA-15 de janeiro

9h30: Presidente Lula tem reunião sobre preços dos alimentos com ministros

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