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Intervenção no Banco Master deve acionar o maior resgate da história do FGC

Em 30 anos de intervenção bancária, caso do Master supera todas as quebras anteriores e marca a maior operação já enfrentada pelo sistema financeiro brasileiro

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 18 nov 2025, 14h41 - Publicado em 18 nov 2025, 12h50
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O Banco Central anunciou nesta terça-feira, 18, a liquidação do Banco Master, medida que deve resultar no maior ressarcimento a depositantes já acionado pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ao longo de sua história.

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Segundo dados oficiais, o banco tinha cerca de 86 bilhões de reais em ativos, sendo o maior volume de recursos já envolvido em um processo de liquidação. Caso todo esse volume precise ser coberto, o episódio representará o maior pagamento já enfrentado pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), superando o caso do Bamerindus, cuja intervenção em 1997 marcou o recorde histórico até agora.

O banco vinha se financiando principalmente por meio da emissão de CDBs com taxas acima da média do mercado, o que ajudou a atrair investidores em busca de rendimento maior. Esses papéis, assim como LCIs, LFs e outros títulos cobertos pelo FGC, contam com garantia de até 250 mil reais por investidor e por instituição, limite que define quanto cada cliente poderá recuperar em caso de liquidação.

Ao longo das últimas três décadas, o FGC foi acionado em cerca de 40 processos de quebra ou intervenção de instituições financeiras, nenhum deles, no entanto, se aproxima do porte do caso envolvendo o Master. Diante do volume de depósitos e da complexidade da liquidação, o episódio já é tratado como a maior operação da história recente do sistema financeiro brasileiro.

Relembre as maiores intervenções bancárias da história do Brasil

Ao longo das últimas décadas, o Brasil acumulou episódios marcantes de intervenção bancária, muitos deles ligados a fraudes contábeis, má gestão e riscos sistêmicos. Casos como o do Banco Nacional e do Banco Econômico, ambos em 1995, revelaram rombos bilionários em valores atualizados e abalaram a confiança no sistema logo após o Plano Real.

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Em 1997, a liquidação do Bamerindus levou a uma das operações mais complexas do período, com a transferência da parte saudável ao HSBC após a atuação conjunta do Banco Central e do FGC. Nos anos seguintes, vieram episódios como o Banco Santos, marcado por fraudes e pela venda de bens de luxo do controlador, o PanAmericano, que recebeu um dos maiores aportes da história recente sem chegar à liquidação, e o Cruzeiro do Sul, cuja quebra expôs um esquema de créditos fictícios e levou à venda de carteiras para minimizar prejuízos.

Diante desse histórico, a intervenção no Conglomerado Master, decretada em 2025, se destaca pela escala inédita. Com 86,4 bilhões de reais em ativos e mais de 62 bilhões de reais em depósitos cobertos pelo FGC, o caso supera em magnitude todas as operações anteriores do fundo e já é tratada como a mais extensa intervenção financeira do país. A liquidação do Master S.A. e a administração especial temporária do banco múltiplo marcam um novo capítulo na atuação das autoridades reguladoras, e no tamanho do desafio para o sistema de garantia de depósitos.

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