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Efeito de tarifaço, rivais Índia e China se aproximam

O indiano Narendra Modi se encontrou com o chinês Xi Jinping e com o russo Vladimir Putin em movimento para reforçar laços comerciais apesar de pressão dos EUA

Por Diogo Schelp Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 set 2025, 07h30 • Atualizado em 1 set 2025, 11h20
  • Alvos da guerra tarifária do presidente americano Donald Trump, Índia e China estão deixando de lado uma rivalidade que se estende há décadas para priorizar os interesses comuns na área comercial e tecnológica. Neste domingo, 31, em viagem à China para participar de um cúpula regional sobre segurança e economia, o primeiro-ministro indiano Narendra Modi se encontrou com o presidente chinês Xi Jinping, em um importante passo de aproximação entre os dois países, que incluiu compromissos de abertura de voos diretos e de aumento do comércio bilateral.

    Nesta segunda-feira, 1º de setembro, Modi aproveitou o mesmo evento na China para se encontrar também com o ditador russo Vladimir Putin — em um gesto de desafio ao governo dos Estados Unidos. Na semana passada, a Casa Branca impôs uma tarifa de 50% sobre a importação de produtos da Índia sob o argumento de que o país do Sudeste Asiático está financiado a Guerra na Ucrânia com a compra de petróleo da Rússia. Peter Navarro, um dos principais assessores de Trump, disse neste domingo que “a Índia não é nada além de uma máquina de lavar para o Kremlin”.

    Os Estados Unidos são o maior importador de produtos indianos, respondendo por cerca de 16% da pauta de exportação do país. Em termos geopolíticos, a Índia é considerada um dos principais aliados dos americanos na Ásia. Ainda assim, Trump escolheu fechar o seu mercado para os indianos por meio de tarifas mais altas. Isso obriga a Índia a buscar alternativas na China — o seu segundo maior comprador, apesar das rusgas que incluem uma disputa de fronteira entre os dois países que se estende desde a década de 1960.

    A Índia precisa da importação de insumos eletrônicos, equipamentos, ingredientes farmacêuticos e minérios chineses para sua indústria em expansão, além de buscar oportunidades no gigantesco mercado consumidor do país vizinho. Já a China tem interesse em ampliar sua penetração no mercado indiano, que tem a maior população do planeta e é o terceiro maior do mundo em vendas de veículos. Diversas empresas chinesas, principalmente as do setor de tecnologia, buscam oportunidades de investimentos na Índia.

    As bolsas americanas estão fechadas neste 1º de setembro, que nos Estados Unidos é feriado de Dia do Trabalho. Os próximos dias devem trazer repercussões com a divulgação de dados do mercado de trabalho no país. O mercado de futuros funciona normalmente. Os investidores devem também reagir à decisão judicial, anunciada na última sexta-feira, 29, que considerou as tarifas impostas por Trump como ilegais, ainda que a palavra final sobre sua suspensão ou não ficará a cargo da Suprema Corte.

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    No Brasil, segunda-feira é dia de divulgação do Boletim Focus, com as estimativas para os principais indicadores econômicos compilados pelo Banco Central. A FGV divulga o seu IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal), que mede a variação do custo de vida das famílias.

    Agenda do dia

    FGV: IPC-S (Semanal)

    FGV: Índice de Confiança Empresarial (agosto)

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    BC: Boletim Focus

    Markit: Índice PMI da indústria de transformação (agosto)

    EUA: Mercados fechados para feriado do Dia do Trabalho

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    Alemanha: Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, fala em conferência

    Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise do VEJA Mercado:

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