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Carnaval salgado: preços sobem mais do que a inflação

Economista explica o que há por trás dos aumentos

Por Veruska Costa Donato 10 fev 2026, 11h43 • Atualizado em 10 fev 2026, 11h58

Os produtos e serviços típicos do carnaval subiram muito além da inflação oficial no Brasil. O que a pesquisa Rico mostra em números o folião sentiu no bolso. Para o economista-chefe da Monte Bravo, Luciano Costa, é preciso entender o contexto atual. Muitos itens consumidos na festa têm custos atrelados ao dólar, como os pigmentos usados em maquiagens e insumos em bebidas, por exemplo, o que gera pressão adicional. Além disso, o setor de serviços — bares, restaurantes, transporte e hospedagem — sente fortemente o aumento sazonal da demanda. “É um período em que todo mundo quer consumir ao mesmo tempo, e isso naturalmente encarece”, explicou.

Mercado aquecido

Outro ponto importante, segundo o economista, é o mercado de trabalho aquecido. Com desemprego baixo e salários crescendo nos últimos anos, as empresas repassam parte desse custo maior para os preços finais. “Você tem uma sequência de ganhos de salários”, explica Costa, e os custos são repassados ao consumidor como acontece em qualquer economia.

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Inflação de Momo

A chamada inflação do Carnaval chama a atenção quando os números são colocados na mesa, nos últimos 10 anos acumulou alta de 79,07%, bem acima dos 64,77% do IPCA no mesmo período — uma diferença de quase 14 pontos percentuais. Em bom português, isso significa que os produtos e serviços típicos da festa ficaram bem mais caros do que a média da economia brasileira ao longo da última década.

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Consumo

O estudo aponta que as bebidas lideram a conta: a cerveja subiu 58,18%, enquanto destilados avançaram expressivos 80,76%. No visual da folia, as bijuterias tiveram alta de 61,76% e a maquiagem, de 35,16%, refletindo custos maiores de produção e a influência do dólar sobre insumos importados.

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Serviços

Para completar, no setor serviços as passagens aéreas acumulam alta de 74,23%em dez anos, enquanto o ônibus interestadual ficou 54,91% mais caro no período. Brincar o Carnaval ficou proporcionalmente mais caro do que viver o resto do ano.

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