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Brasil fica em último lugar em ranking de competitividade industrial da CNI

Pesquisa levou em conta aspectos como ambiente econômico e preservação do meio ambiente

Por Felipe Erlich Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 abr 2025, 18h21 • Atualizado em 17 abr 2025, 18h23
  • A indústria brasileira foi considerada a menos competitiva entre 18 países analisados por uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada na quarta-feira, 16. O ranqueamento incluiu localidades que possuem complexos industriais de dimensão ou nível de desenvolvimento comparáveis ao do Brasil, ou uma inserção semelhante na economia global. O primeiro lugar configurou um empate entre Países Baixos e Estados Unidos, ambos com nota 6,41 em uma escala de zero a 10. Encerrando a lista, o Brasil conquistou apenas 3,6 pontos, atrás de pares do continente sul-americano como Peru, Colômbia, Argentina e Chile.

    Foram analisados oito grandes fatores para a formulação do ranking de competitividade industrial: Ambiente de Negócio; Ambiente Econômico; Baixo Carbono e Recursos Naturais; Comércio e Integração Internacional; Desenvolvimento Humano e Trabalho; Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Tecnologia; Educação; e Infraestrutura. O Brasil figurou na última posição em três dos oito critérios: Ambiente Econômico; Desenvolvimento Humano e Trabalho; e Educação.

    Em relação ao ambiente econômico, pesou para o país principalmente o patamar da taxa de juros local, hoje em 14,25% ao ano, o custo do spread bancário, a baixa taxa de investimento, a despesa do governo com os juros da dívida pública, e a complexidade e alíquotas dos tributos cobrados sobre empresas no país. Em todos esses pontos, o Brasil ficou entre os quatro piores países. O aspecto do ambiente econômico brasileiro melhor avaliado foi a inflação, quesito no qual o país ficou em sétimo lugar.

    O ponto analisado pelo estudo da CNI no qual o Brasil apresentou seu melhor resultado foi Baixo Carbono e Recursos Naturais. O país ficou em 12o lugar, à frente de México, Canadá, Chile, Argentina, China e Rússia. O uso de energia renovável na matriz brasileira e a relativa baixa emissão de gases do efeito estufa ajudaram na classificação do país. Por outro lado, o Brasil ficou entre as piores nações quando o assunto é recuperação de resíduos sólidos e uso produtivo de recursos, de modo que o país não figurou entre os primeiros na categoria voltada ao meio ambiente.

    Confira o ranking geral de competitividade na indústria da CNI (2023-2024):

    1. Países Baixos: nota 6,41
    2. EUA: nota 6,41 (empate)
    3. Coreia do Sul: nota 6,15
    4. Alemanha: nota 6,13
    5. Reino Unido: nota 5,87
    6. China: nota 5,44
    7. Itália: nota 5,40
    8. Canadá: nota 5,40 (empate)
    9. Espanha: nota 5,34
    10. Turquia: nota 4,56
    11. Rússia: nota 4,48
    12. Índia: nota 4,45
    13. México: nota 4,38
    14. Chile: nota 4,34
    15. Argentina: nota 3,92
    16. Colômbia: nota 3,81
    17. Peru: nota 3,78
    18. Brasil: nota 3,60
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