Bolsa de valores opera perto da estabilidade sem impacto do Banco Master
Banco Central vetou o acordo entre o Master e o BRB, que é o banco de Brasília
A bolsa de valores opera perto da estabilidade nesta quinta-feira, 4, mostrando aparente neutralidade em relação à decisão de ontem do Banco Central, que impediu a compra de parte do Banco Master pelo BRB, o banco de Brasília. No fim da manhã, o índice operava com alta marginal de 0,22%, cotado aos 140,1 mil pontos. As ações dos bancos operavam da mesma forma que o índice de referência, o Ibovespa.
O Banco Central vetou o negócio, que já estava acordado entre as duas instituições financeiras. À imprensa, o Banco Master informa continuar confiante na sua estratégia e operação, “que fizeram com que se destacasse num mercado altamente concentrado”, informa trecho da nota divulgada na noite de quarta-feira.
Ainda há um longo caminho para o pregão de hoje, mas se mantiver a tendência positiva – ainda que restrita -, será a primeira valorização do Ibovespa no mês. O desempenho negativo ocorre após um excelente mês de agosto, quando a bolsa de valores valorizou mais de 6% e superou novo recorde em pontos. Embora a tendência até o fim do ano seja de valorização, dificilmente o Ibovespa ultrapassará a casa dos 150 mil pontos.
Peso contra os ativos de renda variável a elevada taxa de juros básica da economia. A Selic opera em 15% ao ano por determinação do Banco Central e a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) não indica qualquer alteração deste patamar. O mercado entende que a Selic começa a cair apenas no início do próximo ano. Destoa dessa análise apenas o Bank of America, isso entre as principais instituições financeiras com operação no Brasil. Para os americanos, a taxa começa a cair já em dezembro, com um corte de 0,50 ponto percentual.
Taxas de juros altos indicam uma estratégia centrada na renda fixa.
Confira abaixo o desempenho das principais ações do índice conforme o mapa de calor disponível no site da B3.
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