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AGU aciona PF e CVM para apurar impacto de notícia falsa sobre Galípolo no dólar

Postagens na rede social X atribuíram declarações falsas ao futuro presidente do Banco Central

Por Camila Barros Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 dez 2024, 13h15 • Atualizado em 19 dez 2024, 16h03
  • A Advocacia-Geral da União (AGU) acionou a Polícia Federal (PF) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quarta-feira, 18, para investigar a disseminação de uma notícia falsa envolvendo o próximo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Segundo a AGU, a conteúdo enganoso teve efeito direto na disparada do dólar no dia anterior, quando a cotação da moeda americana bateu o recorde histórico de 6,26 reais.

    A notícia falsa, disseminada a partir de postagens feitas na rede social X (antigo Twitter), atribuía a Galípolo a declaração: “A moeda do Brics nos salvaguardaria da extrema influencia que o dólar exerce no nosso mercado”. Além disso, dizia que Galípolo projetava uma cotação do dólar a 5 reais.

    As informações se espalharam rapidamente e repercutiram entre perfis especializados em análise de mercado — o que, segundo a AGU, teria intensificado a volatilidade do câmbio.

    O dólar tem registrado forte alta nas últimas semanas, refletindo preocupações com a aprovação do pacote fiscal e dúvidas sobre a capacidade do governo de conter a dívida pública. O cenário externo também tem contribuído com a depreciação, com o dólar ganhando força antes da posse de Donald Trump, que promete uma política econômica mais protecionista, que pode ter tendências inflacionárias.

    Ontem, o Federal Reserve (Fed) informou que, diante das novas incertezas sobre a economia americana, prevê apenas dois novos cortes de 0,25 ponto percentual nos juros em 2025, ante previsão anterior de quatro cortes. A perspectiva de juros mais elevados nos EUA contribuiu para a disparada da moeda na sessão de ontem.

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    Para tentar conter a escalada, o Banco Central tem intervindo na câmbio por meio de leilões de dólar no mercado. Nesta quinta, o BC realizou um leilão à vista de 3 bilhões de dólares, e em quatro sessões, já acumula operações de 12,75 bilhões de dólares.

    Segundo a AGU, a notícia falsa sobre Gabriel Galípolo prejudicou o trabalho do BC para controlar a moeda. “A interferência direta na percepção do mercado comprometeu a eficácia das medidas para conter o câmbio”, afirmou o órgão.

     

     

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