Como foi a reabertura do Louvre após roubo cinematográfico de joias
Instituição francesa voltou a receber o público nesta quarta-feira
O Museu do Louvre reabriu as portas para o publico nesta quarta-feira, 22, depois de três dias fechado por conta do roubo cinematográfico que saqueou joias históricas estimadas em 88 milhões de euros do acervo da instituição. O crime aconteceu no último domingo, 19, em plena luz do dia, e chegou a ser comparado a séries como Lupin e a filmes de Hollywood pela engenhosidade.
Minutos antes da reabertura, as tradicionais filas de visitantes de formaram sob as pirâmides de vidro do museu. Quem aguardava para entrar, conseguiu observar a retirada das barreiras de proteção que cercavam a instituição enquanto o trabalho da perícia era feito no interior. Lá dentro, a cena do crime — a Galeria Apollo, que abrigava as joias — permaneceu isolada, com um biombo bloqueando a entrada da sala.
Segundo a agência de notícias Associated Press, os visitantes se mostraram chocados com o roubo. “Para um lugar como o Louvre, é inimaginável”, disse a professora americana Amanda Lee, de 36 anos, em reportagem do veículo. “Viemos pela arte. A polícia pode lidar com os ladrões”, atestou a advogada francesa Claire Martin, de 41 anos. “Não notei segurança extra — guardas como sempre, e nenhum policial lá dentro. Parecia um dia normal”, disse o espanhol Tomás Álvarez, de 29 anos.
Como foi o roubo ao Louvre?
As autoridades dizem que os ladrões passaram menos de quatro minutos dentro do Louvre na manhã de domingo: um elevador de carga foi levado até a fachada voltada para o Sena, uma janela foi arrombada e duas vitrines foram quebradas. Os alarmes dispararam, atraindo agentes para a galeria. Mas já era tarde: os ladrões fugiram de moto, levando oito peças das Joias da Coroa Francesa.
O acervo roubado incluía peças da imperatriz Maria Luísa, esposa de Napoleão Bonaparte, além de joias de Hortênsia, rainha da Holanda, e Maria Amélia, última rainha da França. Foram levados um colar, um par de brincos, um conjunto de colar e brincos e um broche, descritos pelo Ministério do Interior francês como “de valor inestimável”. A coroa da imperatriz Eugênia, com esmeraldas e 1.300 diamantes, foi recuperada danificada nas imediações do museu.
O roubo chocante aconteceu poucos meses depois que uma greve de funcionários alertou sobre a falta crônica de pessoas e recursos insuficientes para a segurança. Com o roubo, a pressão sobre as autoridades cresceu. “Falhamos”, disse o Ministro da Justiça, Gérald Darmanin, observando que a capacidade de instalar um elevador de carga sem ser detectado em uma via pública projeta “uma imagem muito negativa da França”. Cerca de 100 investigadores trabalham no inquérito,, mas os ladrões não foram capturados até o momento.
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