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Preço dos alimentos “não tem a ver com economia brasileira”, diz Rui Costa

Segundo o chefe da Casa Civil, área econômica do governo apontou, em reunião com Lula, que cenário foi causado por preços internacionais de commodities

Por Pedro Pupulim Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Gustavo Maia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 24 jan 2025, 16h22 - Publicado em 24 jan 2025, 14h34

Depois de participar de reunião convocada pelo presidente Lula nesta sexta-feira, no Palácio do Planalto, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que o atual preço dos alimentosnão tem a ver com a economia brasileira“. Segundo o político, durante o encontro, ministros do governo apresentaram dados indicando que os custos estão ligados às commodities (café, soja, milho, laranja, entre outros), que têm seus valores definidos no mercado internacional pela variação história dos preços.

“O presidente Lula solicitou uma apresentação dos ministros da área econômica e da área produtiva, um quadro sobre o cenário, inclusive da evolução de 2022, 2023, 2024 e a perspectiva para 2025 do cenário do comportamento dos alimentos mais consumidos pela população brasileira. E foi apresentado o quadro, inicialmente pela área econômica do governo, onde se apresentou uma influência muito forte de preços que os economistas chamam de commodities, café, soja, milho, laranja, são preços que são definidos no mercado internacional pela variação histórica dos preços. Então se constatou uma subida de vários desses produtos no mercado internacional, a exemplo do café, uma das commodities que mais subiram ao longo desse último período. Portanto, é um cenário que não tem a ver com a economia brasileira, tem a ver com os preços internacionais dessas commodities”, disse o ministro.

O assunto tem causado incômodo ao governo Lula, que avalia que o aumento da inflação tem corroído a popularidade do presidente. Por isso, já são estudadas medidas para tentar conter novas altas.

De acordo com Costa, os ministros da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário sinalizaram investimento que o governo fez e continuará fazendo para que o país consiga um maior volume de produção.

“Então eu quero reafirmar aqui, porque saíram muitas notas desencontradas na imprensa nesses últimos dias, que a convicção do governo brasileiro é que os preços se formam no mercado, os preços não são feitos nem produzidos artificialmente, eles são realizados no mercado, seja no mercado internacional, que no caso tem uma relação muito forte com a questão do preço das commodities, seja com relação ao valor do dólar, que também tem influência sobre os preços”, declarou.

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Na quarta-feira, o chefe da Casa Civil sinalizou que o governo faria “intervenções” para reduzir a inflação de alimentos, acatando sugestões enviadas pela Associação Brasileira de Supermercados. Após repercussão negativa, ele voltou atrás, dizendo que as medidas ainda estão sendo avaliadas e que não haverá intervenção direta.

Nesta quinta, Haddad reforçou que não há planos de mexer diretamente nos valores, negando boatos de que o governo pretende relaxar a política fiscal para conter os preços. “Ninguém está pensando em utilizar espaço fiscal para esse tipo de coisa”, disse o ministro da Fazenda a jornalistas.

Ainda de acordo com Rui Costa, foi apresentado a Lula que, no passado recente, o Brasil era grande exportador de produtos in natura e hoje vem se tornando o que os economistas chamam de “supermercado do mundo”.

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“Isso é positivo, porque gera emprego aqui, porque nós passamos a processar esses alimentos e vender alimentos processados para o mundo inteiro. E vocês podem constatar isso na balança de exportação já de 2023, 2024, o crescimento da exportação brasileira de processamento de alimentos”, comentou.

Participantes

Estiveram na reunião com o presidente Lula e Rui Costa, nesta sexta, os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, a secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, e o diretor-presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto.

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