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Mundo Agro

Por Marcos Fava Neves Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
De alimentos a energia renovável, análises sobre o agronegócio

Quais os benefícios de sustentabilidade social do agro à sociedade?

Conheça vantagens econômicas, ambientais e, principalmente, sociais geradas pelo setor

Por Marcos Fava Neves Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 5 dez 2024, 09h08 - Publicado em 5 dez 2024, 09h08

Nos debates que envolvem o desenvolvimento do Brasil é comum ouvir que o agro não contribui para a sociedade. Essa visão equivocada não retrata como o setor é essencial para o progresso do país em várias esferas, nos ambientes sociais, ambientais e econômicos. Vamos focar aqui nos sociais.

A principal característica do agro para uma comunidade é a capacidade de transformação social. Ao longo dos mais de 30 anos como engenheiro agrônomo no Brasil, as mudanças que pude presenciar em regiões onde o agro puxou o desenvolvimento são impressionantes. São regiões com escassez de mão de obra em diversas áreas, sendo um incentivo às famílias de grandes centros urbanos superpopulosos e com oportunidades mais escassas migrarem para locais as oportunidades são maiores e o custo de vida mais baixo, proporcionando melhor qualidade de vida à família, com menos trânsito, mais segurança e mais tempo de interação social.

O agro tem sido fundamental para a educação profissional, promovendo tecnicamente jovens de comunidades rurais em todo o Brasil. Programas como o Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) capacitam mais de 500 mil trabalhadores rurais por ano, oferecendo cursos desde formação básica até qualificação em tecnologias agrícolas avançadas. Sou testemunha do compromisso destas organizações com a capacitação pois tive a oportunidade de acompanhar um grupo de 40 produtores rurais junto do Sistema Faeg/Senar e Sebrae de Goiás para uma imersão nos Estados Unidos, visitando o National Laboratory for Agriculture and the Environment do USDA, a renomada Universidade de Iowa, fábrica da John Deere – entre outras – e a Farm Progress Show, uma das maiores feiras de tecnologia agrícola do mundo.

É também responsável por oferecer a grande parte da população mundial a segurança alimentar. Em um mundo com população crescente e desafios climáticos cada vez mais complexos, o Brasil se destaca como protagonista crucial alimentando mais de 800 milhões de pessoas, aproximadamente 10% da população global (Embrapa). Muitos países têm riscos imensos por serem importadores de comida, e uma das maiores preocupações de seus Governos, líderes e empresário é com o “food security”, ou seja, a segurança alimentar quantitativa para a população. Qualquer problema nas cadeias de suprimento globais gera desabastecimento, inflação e riscos à segurança e à democracia.

No cenário nacional, o agro (que inclui pequenos, médios e grandes produtores) é responsável por produzir a enorme variedade de alimentos existente, garantindo que todos tenham a possibilidade de encontrar alimentos à venda a preços competitivos. Graças à inovação tecnológica e ganhos de produtividade obtidos nas últimas décadas, os preços que as pessoas pagam hoje pela comida no Brasil equivalem a 40% do que era pago nos anos 70 a 80 (CEPEA). Ou seja, o agro deixou a comida comparativamente mais barata.

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Ao participar com 23,8% no Produto Interno Bruto (PIB), totalizando R$ 2,58 trilhões (2023), sendo que desse montante, R$ 1,86 trilhão veio do setor agrícola, enquanto R$ 721 bilhões foram gerados pela pecuária, o agro gera grande volume de empregos e seus salários e estes movimentam outros setores da economia com o consumo de produtos e serviços, gerando também empregos nestes. De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), o setor gera 28,6 milhões de postos de trabalho, o que representa aproximadamente 26% dos 110 milhões de empregos no país. A distribuição desses empregos é no segmento de insumos (1% do total); produção agropecuária (28%); autoconsumo (17,6%); agroindústria (16,4%) e agro-serviços (37% do total). E tem setores do agro ainda que não entram nesta conta do CEPEA por questões de metodologia.

Vale lembrar que a maior ação social que uma pessoa pode fazer é criar um emprego, uma oportunidade para outra pessoa se desenvolver. E no Brasil quem tem feito isto com maestria é o agro.

Marcos Fava Neves é professor Titular (em tempo parcial) da Faculdades de Administração da USP (Ribeirão Preto – SP) e fundador da Harven Agribusiness School (Ribeirão Preto – SP). É especialista em Planejamento Estratégico do Agronegócio. Confira textos e outros materiais em harvenschool.com e veja os vídeos no Youtube (Marcos Fava Neves). Agradecimentos a Vinícius Cambaúva e Rafael Rosalino.

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